O que Fernando Collor pensa sobre religião, aborto e casamento gay

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O ex-presidente quer voltar ao Planalto 26 anos depois de sua renúncia.

Na sexta-feira (19/01), o ex-presidente Fernando Collor (PTB/AL), que hoje está em seu segundo mandato no Senado, anunciou sua pré-candidatura à presidência da República. Segundo a Folha de S. Paulo, durante um evento na cidade alagoana de Arapiraca, Collor se mostrou animado com a possibilidade de voltar ao Planalto. “Eu digo a vocês que este é o momento dos mais importantes da minha vida, como pessoa e como homem público. Hoje, a minha decisão foi tomada. Sou, sim, pré-candidato à presidência da República. Obrigado, e vamos à vitória”, disse.

Para muitos, a decisão de Collor foi uma surpresa, já que em 1992, três anos após ter sido eleito presidente, ele renunciou ao cargo, sob acusações de corrupção. Ele foi o primeiro presidente eleito de forma direta no país após o regime militar. Em 1989, com apenas 40 anos, se tornou o presidente mais jovem que o Brasil já teve.

Aborto

Na ocasião, ele concorreu nas urnas contra Lula – e para vencê-lo recorreu inclusive a um tema ainda pouco debatido no país na época: o aborto. Naquele ano, Collor apresentou em seu último programa eleitoral um depoimento da ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, que dizia que ele havia pedido a interrupção de uma gravidez. Durante uma entrevista ao Roda Viva, quando ainda era candidato, ele disse ser contra o aborto. Hoje, o tema não é recorrente nas entrevistas que concede.

Religião

Na mesma entrevista, Collor declarou ser católico explicando que via na Igreja uma demonstração de religiosidade e fé, “como um todo”, sem se alinhar com tendências progressistas ou conservadoras de grupos católicos. Depois de sua renúncia, porém, muitas foram as vezes em que seu nome esteve no meio de declarações que diziam que ele havia se utilizado de magia negra, para conquistar seus objetivos políticos. Em entrevista à revista Isto É, em 2012, o pai-de-santo Ralf Genary contou que foi procurado por Collor depois do impeachment e que o ajudou com alguns serviços espirituais.

A ex-mulher de Collor, Rosane Malta, também falou sobre o assunto, em entrevista ao Fantástico, no ano de 2012. Ela, que hoje é evangélica, contou que o ex-marido participava de alguns rituais no porão da Casa da Dinda, residência da família Collor em Brasília.

Apesar disso, não são raras as aparições do ex-presidente em cerimônias católicas em Alagoas. Em 2014, ao participar de uma missa em Maceió celebrada por ocasião da canonização dos papas João Paulo II e João XXIII, Collor contou à GazetaWeb sobre a emoção de ter conhecido João Paulo II, quando foi presidente. “Este momento é de grande emoção para mim, principalmente pelo fato de um santo, que eu conheci, ter pisado aqui em solo alagoano e maceioense. João Paulo II, um homem humilde e popular, que passou uma mensagem de paz para todos”, disse.

Em 2015, Collor e a família estiveram presentes na missa de celebração pelos 10 anos de restauração da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, no município de Coqueiro Seco, em Alagoas. O local foi restaurado pelo Instituto Arnon de Mello e ali Collor se casou com a atual esposa e batizou as filhas gêmeas. O instituto é nomeado em homenagem ao pai de Collor, que foi governador de Alagoas entre 1951 e 1956 e senador pelo mesmo estado de 1963 até sua morte, em 1983.

Drogas

Sobre o tema, Collor entende que o Estado é quem deve oferecer mecanismos que possibilitem a recuperação dos dependentes químicos. Em 2014, durante um evento que reuniu centenas de dependentes químicos, em Arapiraca, o senador destacou a importância do trabalho feito pelas comunidades acolhedoras no estado. Elas, segundo Collor, são fundamentais devido à ausência de políticas públicas para este caso.

“Precisamos unir forças e trabalhar para salvar as vidas desses jovens. Acredito que com Renan Filho no governo de Alagoas e com Carimbão ao meu lado em Brasília, conseguiremos expandir a rede de atendimento por todo o estado”, disse Collor, que ressaltou também a necessidade de combater o tráfico de drogas que vem se alastrando por Alagoas.

Casamento gay

Não há registros da opinião de Collor sobre o assunto. Esta matéria fica aberta à atualização caso a candidatura do senador se concretize e ele passe a versar sobre esse e outros temas em sua campanha.

 

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