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Vereador muda o tom e pede desculpas à sociedade e até ao arcebispo

18/10/2017:

 

Depois de seis anos de pressão, portaria do governo estende a casais de pessoas do mesmo sexo os mesmos direitos dos casais heterossexuais em cargos no exterior

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/10/17/Qual-a-nova-conquista-dos-diplomatas-gays-no-Itamaraty

© 2017 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA., conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida.
João Paulo Charleaux

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 Gilson Monteiro e Vitor Menezes*

 

Geralmente com pouca participação da sociedade, a sessão ordinária da Câmara Municipal de Maceió desta terça-feira (17) esteve lotada para ouvir o pronunciamento do vereador Ronaldo Luz, do PMDB, que semana passada causou polêmica ao classificar a homossexualidade como uma patologia, ou seja, uma doença.

 

Em uma fala curta, e repetindo parte do teor de uma nota oficial enviada pela assessoria dele na manhã desta terça, o vereador mudou o tom, pediu desculpas à sociedade, e tentou apontar suas críticas agora à Rede Globo de Televisão que, segundo o vereador, teria atrações com teor que banaliza a sexualidade. O vereador pediu desculpas nominalmente ao Arcebispo Metropolitano de Maceió, Dom Antônio Muniz, que classificou as declarações de Ronaldo Luz como “incitação ao ódio”.

“Não gostaria de ficar nesse tema polêmico, porque não leva a lugar nenhum. Quero pedir à sociedade maceioense, à sociedade alagoana. Se ofendi quero pedir minhas desculpas. Quero pedir desculpas também ao Arcebispo Antonio Muniz peal forma como foi entendida por quem interpreta quando falei na quarta-feira da semana passada”, disse o vereador, direcionando os ataques à Rede Globo. 

“O meu tema de quarta-feira eu queria exatamente era repudiar a TV globo com seus pro  novelas, que levam a uma informação banalizando a sexualidade. Esse sim era o tema principal. Sou uma pessoa altruísta nato. Homem trabalhador e honesto”, continuou Luz.

Em seguida, diversos colegas de plenário pediram a palavra num coro de apoio a Ronaldo. Sem citar o nome, todos se colocaram contra um “vereador que usou as redes sociais para se aproveitar da polêmica”, se referindo provavelmente à vereadora Tereza Nelma se colocou publicamente contrária à postura de Ronaldo Luz.

Apesar de usar expressões como “equívoco” e “erro”, os  vereadores  Siderlane Mendonça, Fátima Santiago, Silvânia Barbosa, Fátima Santiago, Luciano Marinho, Zé Marcio Filho, Dudu Ronalsa e Lobão ressaltaram o caráter e o lado profissional de Ronaldo Luz, mas fugiram de defender ou contradizer os temas propriamente em questão, a homossexualidade e homofobia.  Na mesma linha, o presidente da Câmara também parabenizou o colega por ter pedido desculpas, chegou a se estressar com barulho de  manifestantes de entidades LGBTI presente à sessão, ressaltou que temas ligados às minorias sempre foram debatidos na Casa e disse que o assunto era “página virada”.

Já o vereador Silvânio Barbosa tentou agradar a gregos e troianos, criticando as palavras “equivocadas” do colega, mas que o Ronaldo Luz que ele conhece não é o que causou a polêmica, mas o que pediu desculpas nesta terça-feira.

“Homossexualismo não é doença.  Sou doente porque sou diabético, porque tenho hérnia de disco. E aí hoje eu vi de volta o Ronaldo Luz pai do Rodrigo Luz. Alguma coisa o motivou, no caso a novela da Globo e foi o referencial. O senhor refletiu bastante e veio aqui pedir desculpas”, disse o vereador.

TEREZA NELMA

Única vereadora a repudiar publicamente as falas de Ronaldo Luz, Tereza Nelma respondeu aos ataques velados. Mas a política da boa vizinhança a fez ponderar e também parabenizar o colega pelo pedido de desculpas.

“Na semana passada eu disse que suas falas me surpreendiam, por todo seu comportamento nesta Casa. Nao preciso estar de cochicho, sempre assumi  que defendia direitos humanos. Mas quando na quarta-feira, eu ouvi o discurso do vereador, me surpreendeu, ver o vereador falar de algo que há 27 anos foi tirado do hall de doenças, pelo Organização Mundial de Saúde. Não tenho receio, repetiria tudo de novo, se fosse necessário”, disse a vereadora do PSDB.

Em seguida, num discurso virulento, o vereador Francisco Sales se queixou de ter seu nome citado em uma nota de repúdio, insistindo que jamais teve comportamentos homofóbicos.

“Não sou homofóbico. Tenho amigos homossexuais. Quem repudia um casal gay se beijando tem que repudiar também um casal hétero.  Aqui estão os vídeos da sessão. Quem provar que eu fiz declarações homofóbicas eu renuncio ao meu mandato”, disse o vereador. 

Estagiário sob supervisão da editoria*

 

 

 

 

http://www.tnh1.com.br/noticias/detalhe/noticia/vereador-muda-o-tom-e-pede-desculpas-a-sociedade-e-ate-ao-arcebispo/?cHash=22003908c6c627fb23599714148a3c3c

Os casais de diplomatas brasileiros do mesmo sexo passaram a contar, desde o dia 11 de outubro, com uma nova norma interna do Ministério das Relações Exteriores que reconhece e amplia os direitos dos que vivem uniões homoafetivas. A inclusão da nova norma — um pequeno artigo de 50 palavras — foi comemorada por funcionários que durante anos tiveram de ocultar informações sobre sua orientação sexual, ou que recorreram a subterfúgios legais para conseguirem a mesma assistência oficial que o Itamaraty dispensava aos casais heterossexuais. A novidade está contida no Mecanismos de Remoções (artigo 11 da Portaria 604), que trata das regras para diplomatas brasileiros designados para ocupar cargos no exterior. O novo texto dá sequência a diversas adaptações que vêm sendo feitas no Itamaraty para reconhecer e incorporar direitos dos casais homossexuais. “Diplomatas que tenham cônjuge ou companheiro(a) homoafetivo(a) em união estável poderão, se assim julgarem relevante, indicar essa informação no campo específico do formulário de inscrição do mecanismo de remoções, a qual será levada em consideração no momento da oferta de postos para definição do posto de destino” Artigo 11 da Portaria 604, de 6 de outubro de 2017, conhecida como Mecanismo de Remoções, publicada no Boletim de Serviços do Itamaraty de 11 de outubro de 2017 Importância prática e simbólica “Fui ler. Chorei”, disse ao Nexo o diplomata Hugo Lorenzeti, hoje lotado na Embaixada do Brasil em Jacarta, capital da Indonésia, e casado com Carlos Carvalho, que vive com ele. A mudança prática diz respeito ao direito de um casal gay não ser removido para um país no qual a homossexualidade seja considerada crime. Em lugares como Uganda, no centro da África, há leis contra homossexuais, e até mesmo campanhas públicas em jornais contra casais gays. Portanto, a vida se torna impossível para diplomatas que tenham uniões com cônjuges do mesmo sexo em países assim. Ao indicar abertamente no formulário que vive com uma pessoa do mesmo sexo, o diplomata indica diretamente ao Itamaraty que não pode ser designado para exercer funções em países onde isso é crime, ou onde a perseguição por razões sexuais é extraoficial. Antes, não havia nenhuma previsão específica para homossexuais nas regras de remoção para cargos internacionais. Por isso, alguns diplomatas chegaram até mesmo a arcar com os próprios custos de medidas adicionais de segurança para garantir as condições de estadia para seus cônjuges. Além da utilidade prática da norma, ela também tem valor simbólico. “Num momento como esse em que a homofobia ganhou licença para se expressar e para agir politicamente, algo assim — mesmo atingindo só uma elite, uma elite concursada, na maioria dos casos, mas elite do mesmo jeito, uma elite não vulnerável —, a decisão é um movimento anticíclico”, disse Lorenzeti. Antes, gays eram classificados como ‘serviçais’ O Ministério das Relações Exteriores do Brasil vem — como outras estruturas de governo — se adaptando aos poucos à nova realidade, desde que Supremo Tribunal Federal reconheceu a união entre pessoas do mesmo sexo, em maio de 2011. Até então, diplomatas recorriam a um subterfúgio para poder gozar dos mesmos direitos que os casais heterossexuais. Quando designados para missões no exterior, diplomatas como Lorenzeti cadastravam seus companheiros como “serviçais”, categoria que previa o mínimo de benefícios que são concedidos a casais de homens e mulheres. “Não podíamos prever direitos ao arrepio da lei”, disse ao Nexo a assessoria de imprensa do Itamaraty, lembrando que as mudanças só puderam ser feitas depois da decisão do Supremo sobre união homoafetiva. “Queremos deixar claro, com essa medida, que os casais de pessoas do mesmo sexo serão tratados exatamente da mesma forma que são tratados os casais heterossexuais”, afirmou a assessoria do Ministério.

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