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Em 5 meses, 55 homens foram impedidos de doar sangue no DF por serem gays

19/06/2017:

 

G1 buscou números por meio da Lei de Acesso à Informação. Ministério da Saúde justifica: 'epidemia de Aids está concentrada em populações de maior vulnerabilidade, tais como homens que fazem sexo com homens'.

 

Por Wellington Hanna*, G1 DF

 

Bolsa de sangue sendo abastecida em hemocentro (Foto: Mirian Machado/ G1) 

 

Desde o começo de 2017 até esta quarta-feira (14) – data em que se comemora o Dia Mundial do Doador de Sangue – pelo menos 55 homens foram impedidos pelo hemocentro de Brasília de fazer a doação por conta da orientação sexual. O dado foi obtido pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação.

Os possíveis doadores foram classificados como inaptos por terem mantido relações sexuais com outros homens, informou o Hemocentro de Brasília, independentemente de terem usado métodos de prevenção contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

Em 2016, o número de homens homossexuais impedidos de doar sangue no DF, ainda de acordo com hemocentro, foi de 106 voluntários. Em 2015 o número foi maior: 115 pessoas.

Em nota, a Fundação Hemocentro de Brasília informou que não classifica homossexuais como inaptos à doação, mas sim "homens que tiveram relações sexuais com outros homens". O hemocentro disse ainda que segue as normas do Ministério da Saúde para a recusa do sangue, "visando tanto à proteção do doador quanto do receptor, bem como para a qualidade [ do sangue]".

O Ministério da Saúde justificou a restrição a homossexuais afirmando que dados da própria pasta apontam que "a epidemia de Aids está concentrada em populações de maior vulnerabilidade, tais como homens que fazem sexo com homens".

O Dia Mundial do Doador de Sangue foi instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de aumentar a oferta. No Brasil, 1,8% da população é doadora. A meta do Ministério da Saúde é chegar a 3%.

 

Na justiça

Em abril, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal emitiu um despacho à presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, solicitando que a ação que pede que homossexuais sejam liberados a doar sangue fosse apreciada no Plenário do Supremo. A causa foi colocada na Justiça pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot , deu parecer favorável à liberação da doação de sangue por homossexuais na ação do PSB. Ele afirmou que esse tipo de proibição tem "nítido caráter discriminatório e violador da dignidade humana".

"Ao Estado de Direito não cabe, sob pena de afastar-se de seu centro de identidade, impor restrições desarrazoadas à autodeterminação da pessoa em aspecto essencial como é a liberdade de orientação sexual”, disse Janot.
 

Campanha de doação

Nesta quarta, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, lançou em Brasília a Campanha Nacional de Doação de Sangue. Em visita ao hemocentro, o ministro foi acompanhado das cantoras Simone e Simaria, que se declaram doadoras regulares de sangue.

“Agenda de ministro é sempre cheia e temos que escolher prioridades. Estou aqui hoje, no lançamento da campanha, demonstrando que o tema doação de sangue tem prioridade total. É de suma importância que tenhamos os estoques abastecidos e com isso salvar vidas que necessitam da doação”, afirmou.

Segundo Ricardo Barros, no inverno, os estoques de sangue diminuem e por isso a importância do lançamento da campanha. “Esse ano faremos uma ampla campanha e de impacto, com grande investimento. Queremos dar o reconhecimento aos doadores, angariar novos doadores e os transforma-los em regulares”, disse.

 

* Sob orientação de Maria Helena Martinho

 
 
 

 

 

 

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