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Candidatos fazem promessas para a população LGBT

02/09/2016:

 

Regina Bochicchio e Biaggio Talento

 

População LGBT constituem hoje segmento que atrai o foco dos candidatos

 

SÉRIE 1/5 - DIVERSIDADE SEXUAL

A TARDE inicia série semanal que aborda as propostas dos candidatos à prefeitura de Salvador nas áreas ou segmentos importantes para a população. Na semana da diversidade sexual buscamos as propostas dos candidatos para a população LGBT

O que parecia ser uma súbita mudança de ideia do candidato à prefeitura de Salvador Sargento Isidório (PDT), sobre o segmento LGBT, que estava sendo agraciado com propostas progressistas em seu 'programa de governo', não passou de alarme falso. Isidório mandou retirar do documento ítens dedicados à população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, alegando que "era tanta coisa que ganhava até para creche e segurança". E porque não quer fazer "apologia".

Ele revelou que só tomou pé do teor do documento ao ler nota publicada na coluna Tempo Presente do dia 29/08, informando que no programa havia "capítulos dedicados ao segmento LGBT e às mulheres, usando palavras tão compreensivas", e foi conferir. Achou exagerado.

Cada um dos sete candidatos à prefeitura da capital apresentou propostas para o segmento LGBT ou se omitiu ao tema nos programas protocolados no Tribunal Regional Eleitoral. A TARDE ouviu dois analistas para avaliar as propostas: Filipe Garbelotto, presidente da comissão da diversidade sexual e enfrentamento à homofobia da OAB-BA, e Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Diabossexual

"Você [referindo-se ao repórter] fala que meus eleitores ficaram zangados por causa do programa de governo bissexual, quadrissexual, jeguessexual, diabossexual. Daí eu fui ver (...) é tanta coisa que ganha até pra creche (...). Ganha até para segurança pública", disse Isidório, que resolveu: "Então o que eu fiz: mandei tirar essa apologia".

Isidório tinha, antes de as retirar, "as propostas mais completas e abrangentes entre os candidatos", na avaliação de Luiz Mott. Seria um avanço apesar de ter copiado da internet, da 3ª Conferencia Nacional LGBT - acusa o militante. Mas as propostas seriam contraditórias com a prática intolerante do candidato que defende "cura gay", diz Mott.

Neto, Alice e Célia

As propostas de ACM Neto (DEM), Alice Portugal (PCdoB) e Célia Sacramento (PPL) são as melhores - amplas, abrangentes ou exequíveis e práticas, respectivamente - avalia Mott, embora diga que Alice copiou  do candidato do PT Fernando Haddad, que concorre à reeleição em São Paulo.

A candidata diz que Mott está equivocado: "Se ele encontrou similaridades entre os pontos voltados para o público LGBT no meu programa e no de Haddad, talvez seja porque estas são bandeiras unificadas do movimento e nós temos a mesma preocupação em combater a homofobia , o machismo, e criar políticas públicas para o empoderamento desta  população".

O candidato Claudio Silva, do PP - sigla que tem como um de seus líderes nacionais o deputado Jair Bolsonaro - não toca no assunto. Procurado, promete: "Vamos criar políticas específicas em prol do público LGBT, contribuindo para o combate à homofobia. Sobretudo através de projetos de conscientização  dos agentes municipais para  adequada compreensão e entendimento das demandas específicas  deste público".

A TARDE não conseguiu falar com Da Luz.

Já o candidato psolista, Fábio Nogueira - cuja legenda tem nomes como Jean Wyllys e Luciana Genro -, trata do tema como "opção sexual" - expressão reprovada por Mott e Garbelotto já que o termo correto é "orientação sexual". Ele se desculpa: "Esse é apenas um esboço, houve uma falha, mas estamos construindo um diálogo com o segmento LGBT para ampliar nossas propostas".

Propostas genéricas

O advogado Filipe Garbelotto avalia que "com exceção das informações constantes no programa do atual prefeito (ACM Neto), as demais propostas ou são omissas ou são muito genéricas (carentes de propostas objetivas, que trazem alguma segurança aos eleitores).(...) Com isso quero dizer que não bastam promessas genéricas", afirma.

Ele ressalva, porém, que apesar da criação do Centro Municipal de Referência LGBT, por Neto, há informações de que o equipamento "ainda está em fase de ajustes quanto ao seu potencial de funcionamento, que é muito maior do que o atualmente explorado". Lembra, ainda, que a "equipe precisa ser ampliada para poder atender adequadamente a população LGBT que necessita dos serviços prestados pelo referido Centro".

Garbelloto diz, ainda, que não vislumbrou em nenhuma proposta pontos importantes, apesar de não dependerem apenas da prefeitura: auxiliar/fomentar a criação de delegacias especializadas para atendimento à população LGBT; capacitação das unidades de saúde municipais para atendimento à essa população (em especial a trans); criação de ambulatório para oferecimento de atendimento à saúde integral das pessoas trans.

Se eu for eleito...

ACM Neto (DEM) - coligação “Orgulho de Salvador”

(Resumo) Criação do Conselho de Promoção da Cidadania LGBT. Criação do Programa Municipal de Combate à Discriminação da Pessoa e Fortalecimento do Observatório LGBTs. Implantação de serviço de atendimento itinerante do Centro de Referência LGBT.  Projeto de Retificação jurídica de prenome. Empreendedorismo LGBT. Paradas da Diversidade em bairros

Alice Portugal (PCdoB) - coligação “Sim para Salvador!”

(Resumo) Construir políticas públicas de inclusão social e de combate às desigualdades para a população LGBT. Fomentar o atendimento de saúde humanizado à população LGBT. Adotar a abordagem pluralista que reconheça e garanta a universalidade e indivisibilidade. Implantar a temática gênero e igualdade na formação continuada dos servidores

Célia Sacramento (PPL) - sem coligação

Criação de Centros de referência de combate à homofobia. Fortalecimento das ações já desenvolvidas pela sociedade organizada pelos grupos LGBT. Criação de cooperativas com geração de emprego e renda. Transformar o Comitê LGBT em conselho Municipal LGBT. Grupo de trabalho na secretária de Saúde para travestis e transexuais

Claudio Silva (PP) - coligação “Salvador Merece Mais”

Não apresentou propostas para a população LGBT no programa de governo protocolado no TRE

Da Luz (PRTB) - sem coligação

Não apresentou propostas para a população LGBT no programa de governo protocolado no TRE

Fábio Nogueira (PSOL) - coligação "Agora é com a Gente"

“Compromisso com medidas anti-opressão, a igualdade racial, de gênero, e de opção sexual. Garantir a metade dos cargos de primeiro escalão da gestão para mulheres e negros. Criar fórum permanente desses movimentos e promover instrumentos de denúncia e agilização contra ofensas aos direitos humanos”

Sargento Isidório (PDT) -  coligação "Agora é a Vez do Povo"

(Resumo) Realizar campanhas permanentes de combate à discriminação e estímulo a denúncias de violações, ampliando o acesso à justiça da população LGBT através das Defensorias. Criar/implantar projetos que incentivem os estabelecimentos a não discriminarem pessoas (identidade sexual, obesidade, limitação física, raça)

 
 
 

 

 

 

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