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Prefeito de Sochi afirma que não há gays na cidade que recebe os Jogos

27/01/2014:

 

Em entrevista a BBC, Anatoly Pakhomov diz que os gays não devem esconder a
orientação sexual, mas 'isso (homossexualidade) não é algo aceito no Cáucaso'

 

Prefeito de Sochi, cidade-sede dos Jogos Olímpicos de Inverno, Anatoly Pakhomov afirmou que não há gays no local, segundo a rede de notícias BBC. O político do partido de Vladimir Putin disse que a homossexualidade não é bem-vinda na região, mas afirmou que receberá os gays com "hospitalidade" desde que eles respeitem as leis da Rússia. A competição será disputada entre os dias 6 e 23 de fevereiro.

 

- Nossa hospitalidade será sentida por todos os que respeitarem as leis da Rússia e não impuserem os seus hábitos para outras pessoas - disse Pakhomov.

 

Quando perguntado se os gays deveriam esconder a sua orientação sexual, o prefeito foi taxativo.

 

- Não, nós apenas dizemos que isso (homossexualidade) é uma coisa sua, é a sua vida, mas, não é algo aceito no Cáucaso onde vivemos. Nós não os temos (gays) em nossa cidade - completou.

 

Após ter a sua declaração contestada, Pakhomov voltou atrás e disse não ter certeza se não havia gays em Sochi.

 

- Eu não tenho certeza, mas eu não os conheço de forma alguma - limitou-se a responder.

 

O repórter da BBC, John Sweeney, conta que foi a um bar gay em Sochi na noite anterior à entrevista com o prefeito. Um funcionário do estabelecimento revelou ao jornalista que havia dois bares para homossexuais na região, além de muitos outros pelo país.

 

Boris Nemtsov, ex-vice do primeiro ministro russo e agora líder da oposição, ridicularizou a declaração de Pakhomov.

 

- Que eu saiba, existem vários bares gays em Sochi. Como eles sobrevivem? Por que eles não estão falidos? - indagou, em tom provocativo.

 

Putin e a lei antigay: polêmica nas vésperas dos Jogos Olímpicos de Inverno, de 6 a 23 de fevereiro (Foto: Reuters)

 

Às vésperas das Olimpíadas, a lei antigay russa, que proíbe propagandas homossexuais no país, é dos assuntos de maior polêmica na região. O governo local tentou minimizar o debate, mas a regra ainda é motivo de preocupação do Comitê Olímpico Internacional (COI). A norma assinada pelo presidente russo em junho de 2013 diz que até estrangeiros podem ser multados e presos. Depois de uma onda de protestos e ameaça de boicote, as autoridades do país asseguraram que a lei local não vai interferir na vida privada de atletas e visitantes durante os Jogos de Inverno.

 

O capítulo de maior impacto sobre o caso envolveu a recordista mundial do salto com vara, Yelena Isinbayeva, que se posicionou a favor do governo durante o Mundial de Atletismo de Moscou, em agosto de 2013. A lei gerou repercussão também no cenário político internacional. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu indicar duas atletas homossexuais para representar o país nas cerimônias de abertura e encerramento em Sochi.

 

Nós apenas dizemos que isso (homossexualidade) é uma coisa sua, é a sua vida, mas não é algo aceito no Cáucaso. Nós não os temos (gays) em nossa cidade
 
Anatoly Pakhomov,
prefeito de Sochi

 

Globo Esporte

 

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