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Em Maceió, quatro casais gays já adotaram crianças

23/05/2013:

 

Só este ano foram três adoções registradas em Maceió por casais homoafetiv

O Dia Nacional da Adoção será comemorado no próximo sábado, 25 de maio, mas algumas conquistas começaram a ser obtidas desde o ano passado em Maceió. Segundo o juiz Fábio Bittencourt, titular do Juizado da Infância e Juventude da Capital, de 2012 até agora quatro processos de adoções por casais homoafetivos já foram realizados. Três ocorreram este ano.

 

 

A novidade, ao menos para Alagoas, deve ser comemorada também porque a aprovação da adoção por casais gays após decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2010, eleva as chances de as crianças ganharem nova família.

 

Hoje, em Maceió, existem 50 habilitações para adoção e 21 crianças e adolescentes acolhidos. Desses, quatro já estão no processo para ganhar um novo lar. Os 17 restantes são adolescentes ou pré-adolescentes, que não se enquadram no perfil exigido pela maioria dos interessados.

 

“Legalmente, a adoção por casais homoafetivos é uma novidade. Na realidade, já existia. Mas foi a partir da decisão do Supremo que os casais homoafetivos foram encorajados a se cadastrar, a quebrar o paradigma”, afirma Bittencourt.

 

Entre os processos de adoção por casais homossexuais em Maceió estão casos de crianças que já viviam com os pais adotivos, um de uma criança de seis anos de idade, ou seja, fora do perfil geralmente exigido, e ainda um caso de adoção unilateral, em que a mãe renunciou a guarda do filho e o companheiro do pai assumiu, com ele, a paternidade da criança.

 

Avanços

 

O Cadastro Nacional de Adoção, criado em 2009, também vem contribuindo para a evolução dos números em Maceió. Segundo o juiz, a medida tornou a adoção mais fácil, porém ainda há uma grande barreira quando o menor tem mais de oito anos ou não tem a aparência que os candidatos desejariam.

 

Os 17 adolescentes e pré-adolescentes acolhidos em Maceió, por exemplo, podem ganhar nova família em um processo denominado adoção tardia, mas a chance de isso acontecer é mínima. Até mesmo a adoção internacional, que historicamente é menos preconceituosa do que a brasileira, pede que a criança tenha até oito anos.

 

Entre os alagoanos, as exigências são, além da idade máxima de dois anos, a cor da pele branca e, em algumas situações, até a cor dos olhos azuis. “Esse casal vai esperar dez anos por essa criança”, comentou Fábio Bittencourt.

 

Ele explica que os menores que não são adotados continuam acolhidos, estudando, e recebem qualificação profissional para conseguir independência quando atingirem a maioridade.


Foto: Sandro Lima /
Crianças acolhidas ainda são rejeitadas pela maioria dos casais por não ‘atenderem exigências’

 

 

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