Domingo, 19 de Maio de 2013
Adicionar a Favoritos RSS Facebook Linkedin Twitter Wordpress
   
Selecione abaixo:



Anuncie AQUI
Celebridades GLBT
ClicRN
Estadão
Folha on Line
Istoé
Jornal da Paraíba
Paradas gays - News
Portal de Picos
Portal Terra
Saúde
Ultimas Notícias
Outras notícias
Dezessete pessoas ficam feridas ao impedirem parada gay na Geórgia
Fim da homofobia depende de arquivamento da "cura gay", diz conselho nacional
Pará é o estado com conselho LGBT mais avançado do Brasil, diz IBGE
Gays e imigrantes 'saem do armário' e lutam por reforma nos EUA
'Batalhamos por isso', afirma gay que se casará após 27 anos

Ativista afirma que discriminação contra homossexuais prejudica resposta á aids

13/07/2012:

 

Apesar de no Brasil não existirem leis que criminalizem a prática da relação homossexual, ativistas afirmam que a discriminação contra esta população e algumas “situações criadas pelo governo” prejudicam o enfrentamento da epidemia de aids. Mário Scheffer, do grupo Pela Vidda; Toni Reis, da ABGLT; e Marcelo Cerqueira, do Grupo Gay da Bahia, analisaram o recém divulgado relatório das Nações Unidas sobre o HIV e a lei.



A Comissão Internacional sobre HIV e a Lei, ligada às Nações Unidas, lançou nesta semana em Nova York um relatório, indicando que leis que penalizam as populações com maior risco de contágio do HIV, como os homossexuais, acabam por prejudicar a luta contra a aids. (Saiba mais sobre o relatório
aqui).



Segundo a pesquisa, 78 países criminalizam a homossexualidade. O Irã e o Iemen, por exemplo, impõem a pena de morte para atos sexuais entre homens. A Jamaica e a Malásia punem com penas de prisão prolongadas.



Para o especialista em saúde pública e presidente do grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids) de São Paulo, Mário Scheffer, mesmo sem leis nacionais contra os homossexuais, “há atitudes do governo que dificultam a prevenção do HIV”. Mário cita como exemplo o veto da Presidência da República à campanha de TV produzida para alertar os jovens homossexuais contra a aids durante o Carnaval.



Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), acredita que uma das soluções para incentivar o acesso ao sistema de saúde pelos homossexuais é a criminalização da homofobia.



“Colocando este crime explícito na lei, com certeza o acesso dos homossexuais ao sistema de saúde irá melhorar, pois o preconceito vai diminuir. Desde 2001 estamos tentando a aprovação da criminalização, mas ainda não obtivemos sucesso”, disse.



Já Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia, afirma que o preconceito com os homossexuais no sistema de saúde está bem menor. “Não existe mais tanto preconceito contra gays na saúde. Vejo que os funcionários dos postos estão mais sensibilizados”, afirma. “O que falta sim é mais acesso aos serviços de saúde para a população em geral. Tem lugares, por exemplo, que a fila de espera para ver um infectologista é de cinco a 10 meses”, completa.



O relatório "O HIV e a Lei: Riscos, Direitos e Saúde" revela como os governos de todas as regiões do mundo desperdiçam o potencial dos sistemas jurídicos na luta contra o HIV. O documento conclui que as leis baseadas em evidências de saúde pública e nos direitos humanos fortalecem a resposta global contra a aids ao contrário daquelas que excluem segmentos da população.



Ana Alkmim



DICAS DE ENTREVISTA


Pela Vidda

Tel.: (0XX11) 3258-7729

ABGLT

Tel.: (0XX41) 3222-3999

Grupo Gay da Bahia

Tel.: (0XX71) 3322-2552


 

 

Comente esta matéria
Título: Ativista afirma que discriminação contra homossexuais prejudica resposta á aids
Seu nome:
Seu Estado:
Seu e-mail:
Comentário:
Segurança: Confirme o código:
OBS.: Nos reservamos o direito de deletar toda e qualquer mensagem contendo palavões, baixarias ou até mesmo termos homofóbicos. Favor respeitar as devidas fontes de cada matéria.
Comentários
Não há comentários.