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Casamento ‘ gay’ português aceito em igreja no Brasil

02/05/2011:

Daniel e Alexandre casaram-se num consulado português. E serão os primeiros a fazê-lo na Igreja Luterana no Brasil. O luso-brasileiro Daniel Moraes e o marido, o brasileiro Alexandre Bahia, cujo casamento civil foi celebrado, a duras penas, num consulado português no Brasil, vão casar religiosamente na igreja luterana brasileira, a 30 de Julho. “ Isto nunca aconteceu no continente sul-americano. Vai ter uma grande implicação”, diz Daniel. 

 

Mas não é só nisso que ele e Alexandre querem ser pioneiros: “ Aseguir vamos intentar uma acção para reconhecimento do nosso casamento, para chegar ao Supremo Tribunal Federal.” Com 29 anos, filho de uma portuguesa de Ovar, Daniel dá aulas de Sociologia e Antropologia Jurídica na Universidade Estácio de Sá. Alexandre, 32 anos, é advogado e professor de Ciências Jurídicas. Vivem juntos há quatro anos e definem- se como “ activistas pela igualdade”. O combate começou logo no processo de casamento português. 

 

“ Mal soubemos da aprovação da lei em Portugal pensámos viajar para casar, era um sonho que tínhamos, mas aí saiu a portaria que permitia casar nos consulados e decidimos fazê-lo cá, com a família e os amigos.”

 

 Já depois de ser notícia o primeiro casamento de pessoas do mesmo sexo no Brasil, em Junho de 2010, no consulado do Rio de Janeiro; Daniel e Alexandre dirigiram-se ao de Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde vivem, para marcar o seu. “ Demos entrada do pedido e começaram por dizer que era preciso verificar a legalidade da lei. Ao fim de lá ir cinco ou seis vezes, comunicaram-me que era decisão do consulado não celebrar ‘ esse tipo de casamentos’.” Aconselharam-no a dirigir-se a outras delegações diplomáticas portuguesas no país. “ Muito nervoso e triste”, Daniel, que “ esperava já algum preconceito”, não baixou os braços: “ Escrevi para toda a gente. Assembleia da República, jornais, ILGA Portugal.

 

A Ordem dos Advogados do Brasil também se meteu no assunto.” Finalmente, “ o próprio ministro dos Negócios Estrangeiros falou com o cônsul e este mandou-me uma carta a pedir desculpas e marcando o casamento. No dia foi muito cordial e educado, mas eu estava tão tenso que nem sorri. No meu próprio casamento”. 

 

Foi a 29 de Novembro. Seguiu-se, porém, outra batalha. Um mês e meio depois saiu a portaria do MNE a suspender a celebração de casamentos de casais do mesmo sexo nos países que não os admitem. “ Já esperava uma coisa assim, porque os outros países com igualdade no casamento têm uma norma semelhante. Mas eu já estava casado e enviei um mailpara o consulado a perguntar quando podia receber a certidão.”

 

 A resposta gelou-o: em face da suspensão, disseram-lhe, o documento não estava garantido. “ Absurdo! Não só porque o MNE não tem nada que ver com o Ministério da Justiça como porque uma norma não pode ter efeitos retroactivos. É doutrina básica de Direito.” Mais cartas e telefonemas: na Procuradoria-Geral da República nunca responderam aos pedidos de esclarecimento sobre a legalidade da situação; no Ministério da Justiça respondiam que o caso estava em análise, sem explicar com que fundamento e por que instância. “ Fiquei dias sem dormir, mal-humorado, até depressivo.”

 

A 26 de Abril, finalmente, foi avisado de que estava tudo resolvido. “ Foi um grande alívio, tinha medo de não ter a certidão a tempo para o casamento na igreja. Mas em dez dias devo recebê-la.” Chegou a pensar em processar o Estado português, “ inclusive por danos morais”. Mas parece ter deixado cair a ideia. Até porque há batalhas mais pela frente: “ Infelizmente a presidente Dilma comprometeu-se com os religiosos a não reconhecer os direitos dos homossexuais. E aqui no Brasil a religião tem muita importância na política.” 

 

in: Diário de Notícias

Publicado por: Rumos Novos - GHC

 

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Comentários
03/05/2011 09:53: Estudante de direito - MG
Sou á favor da legalidade e do reconhecimento do casamento homossexual e o Alexandre Bahia é meu professor, excelente professor, diga-se de passagem. Não tenho nenhum preconceito, e acho que eles têm todo direito de oficializar essa união. Entretanto, sou contra a celebração na igreja. Acho que a igreja tem um dogma e segue uma Bíblia. Se não vale nada o que está escrito lá, então... Só que eu vi, em dois lugares há regras para homossexualismo. "O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher..." e "Não se deite com outro homem..." Se não é pra seguir os dogmas da igreja, então não digam que são Cristãos. A não ser que a igreja Luterana permita isso. Se assim for, essa igreja não pode ser considerada Cristã. Também não acho correto fazer apologia ao homossexualismo em novelas, por exemplo. Acho que os homossexuais devem ter o direito a oficializar civilmente sua união, mas quanto à igreja... Aí já é demais. Outra coisa que sou contra é homossexuais andarem de mãos dadas na rua, se beijarem, etc... Como vou explicar isso pra minha filha de 9 anos? Que sejam muito felizes, que meu professor Alexandre tenha toda alegria do mundo. E que todos os homossexuais tenham seus direitos reconhecidos e assegurados, mas...
 
03/05/2011 20:35: Daniel - MG
O homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher? Então por que o apóstolo Paulo, fundador do cristianismo, não se casou? E por que o próprio Cristo (a quem devemos imitar) também não se casou?. Não se deite com outro homem com outro homem? Por que? Porque a bíblia diz que psegundo o código tribal dos judeus de 2500 anos atrás essa prática seria "bdelygma" (no original), que significa "ofensa ritual" ou impureza, ASSIM COMO COMER FRUTOS DO MAR, OU CARNE DE PORCO, OU IR A ENTERROS, OU TOCAR EM MULHERES MESTRUADAS. Tu comes carne de porco estudante mineiro? Se não é pra seguir os dogmas da igreja, então não digas que és Cristão.
 
03/05/2011 23:22: Gabriela - MG
Se as potências do ser humano forem usadas para a prática do bem que mal há?
Admiro muito o Prof. Alexandre!
 
05/05/2011 22:29: Edmilson - SC
eu confesso que me emocionei com o comentario do estudante de direito porem no final ele pareceu negar os direitos humanos ora se os heterossexuais podem sair de maos dadas porque os homos nao podem?se podem se beijar porque os homos nao podem?como vao ser felizes se nao vivem o que sao verdadeiramente?!o que faz as pessoas nao é orientaçao sexual!mas o carater de ser alguem que respeita e nao ultrapassa os limites da lei!
 
07/05/2011 09:44: Marcia Campos - MG
não concordei com a posição tomada por estas pessoas.
 
07/05/2011 10:48: Mariana Bessa - MG
Sobre o fato ocorrido, queria dar alguns esclarecimentos para ser de instrução a muitos que irão ler esta mensagem. Estas pessoas fizeram o que entenderam melhor para si, e esta escolha deve ser respeitada, porque as pessoas tem o livre-arbitrio em suas escolhas. Mas deixa Deus fora disto. Se o homem não crê naquele que o criou e que é dono de todas as almas, impossível será ser abençoado por ele em casamento religioso. A palavra de Deus diz: Romanos 1:20: Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis. Romanos 1:27-semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição de seu erro. Levítico 18:22-Com homem não se deitarás, como se fosse mulher, é abominação. Ínfima criatura, se levantando contra o seu criador, que é o dono de TODAS as almas. Conforme 2Coríntios 4:4 nos quais o deuss deste século CEGOU O ENTENDIMENTO DOS INCRÉDULOS, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.
 
25/07/2011 09:11: Ricardo - AC
Curioso falarem de igreja luterana assim de modo genérico. Pois existe mais do que uma. Seria interessante q esse pioreirismo fosse melhor divulgado.
Essa notícia foi copiada e colada em diversos sites e blogs e ninguém acrescenta nada.
 
17/10/2011 01:20: Elizete - SC
Recebi por e-mail o texto a seguir:


Manifesto com relação a “Benção” para vida em comum de um casal homossexual na IECLB

No dia de ontem fomos surpreendidos com a notícia de um site no qual se fala de um casamento religioso de um casal homossexual que será realizado na Igreja Luterana Brasileira no próximo dia 30 de julho. Explicitamente não se fala da IECLB. Mas, por email, foi confirmado que o casal é membro da IECLB em Niterói, RJ, que tem como ministra a Pa. Margarete Engelbrecht. Pessoalmente escrevemos para ela e obtivemos como resposta que ela faz benção para vida em comum, dando como justificativa de que não se trata de uma benção matrimonial propriamente dita, mas de uma benção para pessoas que estão juntas, não importando se forem do mesmo sexo se assim entendemos bem. Por isso, gostaríamos de manifestar a nossa opinião, como ministros ordenados na IECLB.
Quando ordenados, somos convidados a nos comprometer numa promessa que fizemos de trabalharmos na Igreja em conformidade com as resoluções da mesma, e nós levamos isso muito a sério! E por hora nem queremos entrar numa discussão teológica da validade ou não do casamento de pessoas do mesmo sexo. Mas sendo que não temos nenhuma resolução da igreja que permita algum ministro da IECLB fazer uma benção para a união de pessoas do mesmo sexo perguntamos como é possível uma ministra ordenada da IECLB desrespeitar toda a igreja num assunto tão controverso e realizar essa benção de vida em comum, o que, com certeza, se refletirá em muita confusão, e possivelmente em rachas, como já está sendo comentado por emails que circulam a toda hora! Um dos noivos, Daniel Moraes, em um texto que ele escreveu (em anexo), nitidamente se expressa como se igreja apoiasse essa benção. Também na notícia nos sites http://www.athosgls.com.br/noticias_visualiza.php?contcod=31164 e http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1841921 é perceptível essa mesma compreensão, o que não é verdade!
Com isso, é mais que visível que o ministro não representa somente suas próprias convicções teológicas, mas toda a nossa IECLB. Sabendo que a presidência da igreja tem como lema querer ser igreja do cuidado, entendo que é hora de manifestar esse cuidado, pois seria muito frustrante que em meio a esse ideal do cuidado se tenha uma grande onda de confusão e rachas no seio de nossa igreja. Não podemos simplesmente nos calar e fazer de conta que não está acontecendo nada. Por isso, gostaríamos de solicitar uma posição oficial da presidência da IECLB com relação a esse grande desrespeito à nossa igreja como um todo, pois, certamente, é um passo largo em direção ao desrespeito generalizado com relação às resoluções e estatutos de nossa igreja. E, também disso, vem a nossa preocupação como ministros da IECLB.
Por hora,
P. Ms. Wilhelm Sell (Sorriso, MT), Pa. Simone Falk Sell (Sorriso, MT), P. Daniel Schorn (Chapadão do Céu, GO), P. Ricardo Arndt (Porto dos Gaúchos, MT), P. Rui Schneider (Sinop, MT), P. Elton Klein (Lucas do Rio Verde, MT), P. Walter Cristian Beyer (Trombudo Central, SC), P. Joel Schlemper (Barreiro, São José, SC), P. Mário Maass (Pato Branco, PR), Elisandro Rheinheimer (Tangará da Serra, MT), P. Valdir Hobus (Sinop, MT),

Sorriso, MT, 26 de Julho de 2011