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Concessionária aposta no milionário segmento GLS

02/09/2009:

O universo é de 18 milhões de pessoas que gastam 40% a mais que os heterossexuais, diz estudo

 

Década de 1970, Estados Unidos. Um número significativo de notas de dólares começavam a aparecer marcadas com figuras do universo gay. Era o Pink Money (dinheiro cor-de-rosa), movimento que tinha o objetivo de mostrar o poder de consumo de um segmento da população até então marginalizado. De lá para cá, as perseguições foram lentamente perdendo espaço para o orgulho homossexual. A saída do armário deu força ao movimento de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e transgêneros (GLBT), que contam hoje com dezenas de produtos e serviços especializados nos mais diversos segmentos de mercado, como agências de viagem, construtora, seguro de vida, hotéis e, por que não, revendedores de veículos.

Há dois meses, foi criado o site GLS CAR, que usa o estoque de veículos de algumas lojas do ABC Paulista para o atendimento exclusivo do público GLBT. A iniciativa, pioneira no Brasil, já rendeu 21 novas vendas. “A ideia não é excluir heterossexuais, mas apostar na diversidade. Como vendedor de carros há oito anos e homossexual, senti necessidade de criar um espaço especial para esse público”, explica Rogério Monteiro de Brito (foto), consultor de vendas do GLS Car.

O atendimento diferencial no momento da compra e do pós-venda é o cartão de visita das concessionárias. Segundo Monteiro, esse consumidor se sente mais à vontade com alguém preparado para atendê-lo, sem ter de fingir ou evitar determinadas situações, principalmente se for um casal. “O cliente não se sente constrangido, por exemplo, para dar as mãos ou falar abertamente das necessidades de cada um”.

O atendimento de Monteiro, que se orgulha não apenas de ser gay, mas de “entender muito bem de veículos”, é elogiado pelos clientes. O supervisor de vendas Moisés, que comprou seu primeiro carro na loja, um Ford KA 2006, disse que há mais sintonia no atendimento. “Fiquei surpreso ao saber da existência dessa loja. Ainda há muito preconceito, não dá para se sentir livre para negociar com alguém que recrimina o que você é”, diz.

A naturalidade e inteligência no atendimento foram os pontos fortes para o vendedor Bruno, que também comprou na loja seu primeiro carro, um Peugeot 206. “Como sou do ramo, percebo as estratégias usadas com o consumidor. Além da empatia e naturalidade, achei que o vendedor teve mais sensibilidade para entender minhas necessidades”, conta.

Pote de ouro no fim do arco-íris

Apesar de São Paulo abrigar uma das maiores Paradas Gays do mundo (evento que mais movimenta o turismo no país), São Bernardo do Campo, endereço da loja, ainda tem um ritmo conservador. Por isso, Monteiro diz estar preparado para encarar o preconceito. “No início recebi vários trotes lojistas”, diz Monteiro, que tem identificador de chamadas. “Mas isso não incomoda. Nosso público não se limita à região. A loja está na
internet, o que atrai clientes do Brasil todo. Para eles, preparamos o melhor atendimento”, diz.

Os números de mercado são mais atraentes que o preconceito. No Brasil, de acordo com pesquisa realizada em 2006 pelo Instituto de Pesquisa e Cultura GLS, 10% da população são homossexuais, isto é, mais de 18 milhões de pessoas. Desses, 36% são de classe A, 47%, de B e 16%, de C; 57% têm nível superior, 40% médio e 3%, ensino fundamental.

Outro dado que estimula cada vez mais empresas a investirem no mercado GLS é a disposição que esse público teria para o consumo. Segundo o Censo, os homossexuais gastam 30% mais que os heterossexuais.

Na lista dos veículos mais procurados na GLS Car estão Peugeot 206, VW Polo
e Peugeot 307, respectivamente. O próximo investimento, segundo Monteiro, será divulgação da loja na Parada Gay de Santo André, SP. “O passo mais importante foi dado, agora queremos mostrar que existimos e fazemos a diferença”.

Fonte: WebMotors

Texto: Adriana Bernardino
Fotos: sxc.hu/divulgação

 

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