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Ativistas homossexuais exigem desculpas da rainha da Espanha

31/10/2008:

 

'Gays podem se unir, mas não chamem isto de matrimônio', afirmou rainha Sofia, causando polêmica no país


Agências internacionais



MADRI - A Federação de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais da Espanha (Felgtb) pediu nesta quinta-feira, 30, que a monarquia se desculpe pelas declarações da rainha Sofia sobre a homossexualidade e união civil entre pessoas do mesmo sexo, segundo publicou o jornal El País.

 

Em entrevista ao livro 'La reina' (A rainha), da jornalista Pilar urbano, antecipada pelo jornal El País, a monarca disse: "Se os gays querem viver juntos, vestirem-se de noivos e casarem-se está em seu direito, se a lei assim o permitir... os gays podem se unir, mas que não chamem isto de matrimônio porque não o é."

 

O presidente da federação, Antonio Poveda, se disse bastante surpreso que a monarquia espanhola, que representa toda a sociedade, questione o direito de uma parte da mesma. "Estamos assombrados", disse.

 

A rainha gerou outra polêmica na entrevista por declarações acerca de manifestações do orgulho gay. "Se e entende que se possa aceitar e respeitar que existam pessoas com outra tendência sexual. Mas que se sintam orgulhosos por serem gays? Que Subam em um carro e saiam em manifestações. Se todos os héteros saíssemos em manifestações pararíamos o trânsito", afirmou no livro.

 

Poveda reclamou da postura da rainha. "A manifestação é o símbolo de nossa luta para acabar com a homofobia que ainda existe na Espanha.", disse.

 

O porta-voz do partido Esquerda Unida na Câmara espanhola, Gaspar Llamazares, disse que ,por sorte, na Espanha o rei reina, mas não governa, e a rainha, nem isso. "É uma opinião dela da qual não compartilho. Quem decide sobre isso é o Parlamento e a lei diz que a união entre homossexuais é um casamento assim como a união de heterossexuais", afirmou.

 

A deputada Olaia Fernandéz, disse que respeita a opinião da rainha, mas que não imaginava que ela pensasse desta maneira. "Ela rompeu o princípio da neutralidade da monarquia, que deve respeitar o pluralismo ideológico do Estado."

 

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