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Travesti polemiza antes de assumir vaga na câmara municipal

08/10/2008:

 

Juracy dos Anjos, do A TARDE

Ele ou ela, quando se referir a uma pessoa que se diz travesti ou transexual? O movimento em defesa dos direitos dos transgêneros, que engloba tanto um como o outro, é enfático: quando se referir ao indivíduo que se identifica com o sexo feminino, trajando e construindo o corpo com características semelhante ao da mulher, o que deve prevalecer é o artigo no feminino.

No caso do travesti Leo Kret – que se define como transexual – ao invés de “o vereador”, o que deveria ser usado é “a vereadora”. Além disso, o nome social, escolhido por ele, deve ser adotado no lugar do nome de batismo ou de registro, segundo Keila Simpson, presidente da Articulação Nacional de Travestis Transexuais e Transgêneros (Antra).

A discussão é polêmica, porque Leo Kret distribuiu santinhos, durante a campanha eleitoral, dizendo-se “um vereador homossexual”, sem a distinção se era travesti ou transexual. Para a presidente da Associação de Travestis e Transexuais de Salvador (Atras), Millena Passos, a discussão sobre esta questão requer cuidados e atenção por se tratar de um assunto muito delicado.

“Mas uma coisa é certa, independentemente da orientação de Leo Kret, as travestis e transexuais devem ser respeitadas como seres femininos, no caso dos homens que ganham características femininas, e no masculino, quando mulheres constroem a identidade de homem. Existe uma luta, em todo o País, promovida pelo movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e de travestis e transexuais), para que isso se transforme em lei. Afinal de contas, temos que ter nossos direitos respeitados”. Milena, que se identifica como transexual, espera que “a vereadora Leo Kret consiga lutar pelos direitos dos homossexuais e contra a homofobia na cidade”.

O antropólogo Roberto Albergaria analisa a “construção” de Leo Kret de outra perspectiva. Conforme sua avaliação, ela representa a multissexualidade da sociedade moderna. “Leo Kret representa um subtipo que na classificação dos transgêneros se chama ‘lady boy’; ou seja, não é exatamente uma travesti, na medida em que ela não tem alterações corporais características da travestilidade-padrão: mudança hormonal, uso de prótese de silicone”. O estudioso aponta que o vereador eleito “se confunde com um ser ambíguo, meio menino, meio menina, meio adolescente, meio adulto”. “Ela apresenta signos da feminilidade que se resume ao figurino, ao tratamento dos pêlos e ao gestual”.

CÂMARA – O povo elegeu Leo Kret para a Câmara com 12.861 votos – o quarto maior número entre todos os candidatos – “para ser a nova vereadora da cidade e não o vereador homem”, diz a vereadora Vânia Galvão, reeleita pelo PT. De acordo com ela, a rejeição à sexualidade de Leo Kret é resultante da discriminação que os homossexuais sofrem na sociedade. “É importante que ela se coloque como cidadã para garantir o direito de ter sua escolha respeitada”, diz Vânia, que lutou pela criação da frente parlamentar em defesa dos LGBT.

Tia Eron, vereadora reeleita pelo DEM e atual presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, considera superada a discussão. “Ela se sente mulher e quer ser chamada de vereadora. Então, temos de respeitar a vontade dela, que é legítima, e também a vontade do povo de Salvador. Leo Kret é uma figura simpática e tenho certeza de que ela vai conviver harmonicamente e convencer os pares a tratá-la como ela deseja”, resume a parlamentar evangélica.

Segundo a democrata, a questão essencial é a declaração de Leo Kret dizendo que quer usar os banheiros femininos da Câmara. Para Eron e Vânia, os vereadores deverão encontrar em um consenso sobre o assunto.

 

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Comentários
20/10/2008 01:00: thi - SP
sim