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Espaço GLS entrevista Marcela Moreira candidata (Pró LGTTB) a vereadora

24/09/2008:

 

 

Por Eduardo Gregori
editor@espacogls.com

Marcela Moreira é a mais jovem vereadora de Campinas. Eleita em 2004, Marcela é estudante de Ciências Sociais pela Unicamp e iniciou sua militância na educação de jovens e adultos e no movimento estudantil. Ao longo destes quatro anos de mandato, Marcela denunciou os abusos de poder, os desmandos, a corrupção e a opressão, mostrando que seu mandato é símbolo de muita luta e participação popular. Candidata à reeleição, Marcela Moreira mostrou que com ela é outra história.

Por que você decidiu se candidatar?
De família pobre e moradora da periferia de Campinas, sempre vivenciei os ataques e opressões contra a população carente. Esta trajetória influenciou minha atuação, com um mandato aberto à participação popular e, principalmente, a todos aqueles que querem mudar radicalmente a condição de oprimido em nossa sociedade, àqueles que sabem da importância da organização popular para conquistar direitos sociais fundamentais, condições dignas de trabalho. Fui eleita para o primeiro mandato em 2004 a vereadora mais jovem de Campinas, ingressei no PSOL em setembro de 2005, após o PT deixar de ser um instrumento de organização e conscientização popular. Desde o início de meus trabalhos na Câmara, meu mandato se tornou referência para diversos Movimentos Populares de nossa região e do país ao defender os direitos dos trabalhadores, ao lutar por melhores condições de vida da população e contra as opressões.

Qual a sua plataforma?
- Pressionar por um atendimento médico que reconheça as especificidades da população LGTTB
- Pressionar o Executivo para realizar cursos de capacitação sobre direitos humanos junto à Guarda Municipal
- Pressionar o Executivo para realizar cursos de capacitação junto aos servidores da Saúde sobre as especificidades que existem no atendiento da população LGTTB
- instituir o ensino de Direitos Humanos, que inclua a temática de respeito à diversidade e à orientação sexual na grade das escolas municipais
- Campanhas de luta contra a homofobia
- Defender a visibilidade e a cidadania LGTTB

O que a população GLBT de Campinas pode esperar de você?
Campinas foi a primeira cidade do interior de São Paulo a aprovar o dia 17 de Maio como sendo o Dia de Luta Contra a Homofobia, através da Lei nº13.285/08, de minha autoria, e sempre estive presente na defesa desse segmento, apoiando todas as lutas, protestando, levando esta bandeira adiante e mostrando que é possível construir uma outra história nessa cidade! Protocolamos ainda o projeto de lei que institui no currículo escolar a disciplina de Direitos Humanos que inclui, entre outros assuntos, a temática LGTTBs e a história do negro em nosso país.

Qual será o seu principal foco de atuação para este público?
Combate à homofobia.

O movimento GLBT pautará as suas ações ou você tem projetos próprios?
É importante a relação respeitosa mandato/movimento, inclusive porque é o movimento que sente na pele a opressão e a homofobia e pode ajudar a propor políticas públicas

O que você pretende fazer para deter a crescente onda homofóbica que se abateu sobre Campinas?
Travestis assassinadas, espancamentos, piadinhas e preconceito. Infelizmente, esta é a realidade para a maioria da população LGTTB (lésbicas, gays, travestis, transexuais e bissexuais). Devemos lutar juntos pela livre manifestação da orientação sexual, pela liberdade de amar, principalmente, pela garantia de cidadania. Ao longo dos anos, o movimento LGTTB vem lutando contra a homofobia que gera violências das mais diferentes faces, desde humilhações, intimidações, piadinhas, violência física e assassinatos. É necessário exigir que a prefeitura cumpra seu papel de garantir políticas públicas de atendimento desta população.

De que maneira você contribuirá para que a cirurgia de adequação sexual para transexuais através do SUS seja efetivamente realizada em Campinas?
Lutar junto ao movimento para pressionar a prefeitura para que esta operação seja financiada com dinheiro público a partir da inclusão na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e na LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2009

Você pensou projetos que contemplem a cidadania das travestis? Quais são eles?
Lutar para que haja cursos profissionalizantes, lutar para que se efetive em Campinas o protocolo de redução de danos, lutar para manter o trabalho de prevenção realizado junto às travestis

De que maneira você contribuirá para que o CR GLTTB de Campinas tenha mais visibilidade para a comunidade e para a própria cidade?
Primeiro: lutar e denunciar o corte de verbas ou de estrutura como aconteceu no passado quando a prefeitura tirou a assessoria jurídica do CR por mais de 6 meses. Lutamos para reverter esta situação. Lutar para que parte da verba de comunicação social (publicidade da prefeitura) que, nos últimos 4 anos, consumiu quase R$ 50 milhões de reais possa ajudar na divulgação da existência e do trabalho do CR, inclusive porque foi o 1º CR público no Brasil

Que diálogo você pretende ter e que ações você proporá para a população lésbica?
Lutei para a aprovação da lei do Dia da Visibilidade Lésbica em Campinas, de autoria do vereador Paulo Bufalo. Lutarei para que haja curso de capacitação junto aos servidores municipais, em especial da área de saúde para compreender as especificidades no atendimento de lesbicas. Por exemplo: alguns ginecologistas ao saberem que a mulher é lésbica, indicam anticoncepcional como se sua relação fosse hetero ou mandam a mulher embora achando que, por ter relação com outra mulher, não estará suscetível às doenças.

De que maneira você atuará na questão da prevenção de DSTs/Aids?
Apoiar as ações que já existem no município, tanto as realizadas pelo CR DST/Aids, quanto as realizadas pelo movimento LGTTB

De que maneira você contribuirá com a Parada de Campinas e atividades do Mês da Diversidade Sexual?
Estive presente em todas as paradas desde 2004, não só na parada em si, como também na abertura do mês da diversidade realizada com a Gincana da Cidadania na Lagoa do Taquaral. A possibilidade de apoio vai desde o apoio político até a pressão para que a prefeitura cumpra sua parte já que e realizado um evento para mais de 100 mil pessoas.

Se tiver mais alguma coisa a dizer... é só escrever
Lutamos para um mundo onde as pessoas sejam respeitadas por serem humanas, detentoras de direitos, cidadãs e sujeitas na construção de uma sociedade livre de qualquer desigualdade, opressão ou discriminação

Marcela Moreira (PSOL) - 50 001

 

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