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Go­i­â­nia tem 125 mil ho­mos­se­xu­ais

11/08/2008:

 

Um dos prin­ci­pa­is lí­de­res gays do Bra­sil, Léo Men­des as­su­miu op­ção se­xu­al aos 30 anos, de­pois de tran­sar com mu­lhe­res e tra­var ba­ta­lhas in­te­rio­res

NIL­SON GO­MES - Es­pe­ci­al pa­ra o Jor­nal Op­ção

In­te­lec­tu­al, for­ma­do em Co­mu­ni­ca­ção e Di­rei­to, co­nhe­ce­dor que che­gou ao Con­se­lho Es­ta­du­al de Sa­ú­de. Mas quem quer con­ver­sa so­bre is­so? Ati­vis­ta eco­ló­gi­co, de­fen­de os di­rei­tos hu­ma­nos. Po­rém, não se pu­xa as­sun­to so­bre as du­as áre­as... Foi che­fe na Pre­fei­tu­ra de Go­i­â­nia, é as­ses­sor da ve­re­a­do­ra Ma­ri­na Sant´An­na há qua­tro man­da­tos e di­ri­gen­te do PT. Mas fa­la-se qua­se na­da com ele so­bre po­lí­ti­ca par­ti­dá­ria. Pre­si­diu o Sin­di­ca­to dos Ra­di­a­lis­tas de Go­i­ás, car­go do qual pou­cos se lem­bram. O que in­te­res­sa em Lior­ci­no Men­des nes­te Es­ta­do de ma­chões, o mo­ti­vo do fa­la­tó­rio é co­mo o be­bê que nas­ceu nu­ma fa­mí­lia ca­tó­li­ca tra­di­cio­nal vi­rou Léo, mai­or lí­der de mo­vi­men­tos ho­mos­se­xu­ais, re­ba­ti­za­dos "GLBT", si­gla pa­ra gays, lés­bi­cas, bis­se­xu­ais e tra­ves­tis, que ele cal­cu­la se­rem 10 por cento da população, "com ba­se em es­tu­dos fei­tos nos Es­ta­dos Uni­dos". En­tão, Go­i­â­nia tem 125 mil gays? "Tem até mais".

Lior­ci­no te­ve me­ni­ni­ce co­mo os de­mais se­te ir­mãos, em Itum­bi­a­ra, na di­vi­sa de Go­i­ás com Mi­nas Ge­ra­is. A fron­tei­ra co­me­çou a se dis­tan­ci­ar já no fim da in­fân­cia. O des­per­tar dos que­re­res não se­guiu o ri­to con­si­de­ra­do nor­mal, pois en­quan­to a mo­le­ca­da sus­pi­ra­va pe­las ga­ro­ti­nhas, se sur­pre­en­deu de­se­jan­do me­ni­nos. Con­ti­do des­de ce­do, en­tre a in­ten­ção e o ges­to con­ge­lou o en­tu­si­as­mo, evi­tan­do cho­car a fa­mí­lia, a so­ci­e­da­de e ou­tras pe­dras pre­ci­o­sas nas qua­is tro­pe­ça o que se in­sur­ge di­fe­ren­te. Na ida­de em que os hor­mô­ni­os pu­lam pe­lo po­ros, co­me­çou a co­lo­car as asi­nhas de fo­ra, sem me­do de ser de­pe­na­do.

"Mi­nha mãe já des­con­fi­a­va, meu pai ti­nha cer­te­za", diz so­bre as ve­zes em que re­cém-che­ga­do à ado­les­cên­cia fo­ra fla­gra­do na pro­xi­mi­da­de com igua­is. Aos 13 anos, mu­dou-se pa­ra Go­i­â­nia a fim de es­tu­dar, mas so­bre­tu­do de es­ca­par das ca­ras, dos ru­í­dos, das cen­su­ras. En­ga­nou-se: não ape­nas no in­te­ri­or o ho­mos­se­xu­a­lis­mo é um pe­ca­do ca­pi­tal. En­con­trou uma ci­da­de dez ve­zes mai­or em ha­bi­tan­tes e ne­nhu­ma vez me­nor em pre­con­cei­to. Ain­da vi­via a pri­mei­ra de três das fa­ses que ava­lia al­guém que es­te­ja na dú­vi­da so­bre a op­ção se­xu­al (leia tex­to nes­ta re­por­ta­gem). "Não é fá­cil to­mar a de­ci­são, acei­tar-se", re­ve­la Men­des. "Pa­ra mim, não foi di­fe­ren­te." Pa­re­ce di­fe­ren­te.

Pe­la fir­me­za nas con­ver­sas ao lon­go dos úl­ti­mos anos em de­fe­sa dos ho­mos­se­xu­ais, co­mo di­ri­gen­te até da as­so­cia­ção GLBT na­ci­o­nal, pas­sa a im­pres­são de ter sen­ti­do de­se­jo por ho­mens num dia e ime­di­a­ta­men­te es­pa­lha­do sua op­ção. Pois quan­do as­su­miu ser gay já es­ta­va nos 30 anos (ho­je, 44), ti­nha cur­so su­pe­ri­or e man­da­to sin­di­cal. O que hou­ve nes­se in­ter­reg­no foi uma his­tó­ria de in­ten­sa ba­ta­lha in­te­ri­or, dú­vi­da, dis­cri­mi­na­ção, su­pe­ra­ção, pra­zer, so­fri­men­to — ou se­ja, um re­su­mo da bi­o­gra­fia de qua­se to­do mun­do, igual à tra­je­tó­ria de to­do ho­mos­se­xu­al. No pe­rí­o­do, tran­sou com ho­mens e mu­lhe­res. Ami­gos con­tam que Men­des "pe­gou" al­gu­mas be­las co­le­gas na Fa­cul­da­de de Co­mu­ni­ca­ção da Uni­ver­si­da­de Fe­de­ral de Go­i­ás, há du­as dé­ca­das, en­quan­to fez o ex­tin­to cur­so de Rá­dio e TV. Dis­cre­to, ele con­fir­ma par­te: fez se­xo com os dois gê­ne­ros. Mas não diz no­mes nem em tro­ca de pôs­ter au­to­gra­fa­do do Brad Pitt.

Vi­veu com in­ten­si­da­de o so­fri­men­to in­te­ri­or, que con­si­de­ra ine­ren­te a quem es­tá se des­co­brin­do ho­mos­se­xu­al, mas foi pou­pa­do de ao me­nos uma ce­na cons­tran­ge­do­ra: não te­ve a fa­mo­sa re­u­ni­ão com os pa­is pa­ra se di­zer gay. Até, por­que quan­do as­su­miu, quem o co­nhe­cia, já sa­bia. O pai, que ha­via vis­to as vi­as de fa­to; os ami­gos... Pa­ra que es­con­der du­ran­te tan­to tem­po? "Não es­con­di, mas tam­bém não fa­zia es­pa­lha­fa­to." Não acha­va que de­ve­ria con­fes­sar sua ho­mos­se­xu­a­li­da­de, pois nin­guém con­fes­sa he­te­ros­se­xu­a­li­da­de e por­que o ver­bo já não era o da fa­se do pe­ca­do. O di­fe­ren­ci­al re­si­de nou­tro an­dar da car­ru­a­gem. Ao mes­mo tem­po em que con­fes­sou o que meio mun­do já sa­bia, Léo re­ve­lou o que nin­guém es­pe­ra­va do en­tão en­rus­ti­do: saiu do ar­má­rio di­re­to pa­ra o pal­co. E de lá não mais des­ceu.

A dor e a de­lí­cia da di­ver­si­da­de

Léo Men­des não diz que é bom ser gay. Não diz que é bo­ni­to. Tam­bém não diz que é feio ou ru­im. Não acha que ser gay é uma ter­cei­ra op­ção. Exem­plo: "Sou con­tra cons­tru­ir ba­nhei­ro es­pe­cí­fi­co pa­ra gay. Se a pes­soa se con­si­de­ra mu­lher, mes­mo que na iden­ti­da­de te­nha no­me de ho­mem, de­ve ir no ba­nhei­ro das mu­lhe­res. E as­sim por di­an­te". Cla­ro, pois abo­mi­na re­tro­ces­so, co­mo os de qua­li­fi­car que al­guém é me­lhor, mais fe­liz, bo­ni­to, ru­im, bom, feio ava­li­an­do-se ape­nas a op­ção pe­lo igual. En­tão, sua mi­li­tân­cia não é na de­fe­sa dos ho­mos­se­xu­ais, "é em de­fe­sa das pes­so­as, dos di­rei­tos, da con­vi­vên­cia" en­tre os se­res.

Co­mo dos se­res, na sua opi­ni­ão, os mais dis­cri­mi­na­dos são as mi­no­ri­as e das mi­no­ri­as a mais dis­cri­mi­na­da é a ho­mos­se­xu­al... Mais do que os ateus? "Mui­to mais. Nin­guém ex­pul­sa o fi­lho ou a fi­lha de ca­sa pe­la re­ve­la­ção de que não acredita em Deus", ar­gu­men­ta Men­des. No ca­so dos gays, a re­gra é o cho­re­réu (meu Deus!, on­de foi que eu fa­lhei na cri­a­ção des­se me­ni­no?) se­gui­do da re­pul­sa (na mi­nha ca­sa, sa­pa­tão não fi­ca!). Qua­se sem­pre, ocor­re com jo­vens ain­da sem pro­fis­são ou em­pre­go, que so­ma à in­com­pre­en­são da fa­mí­lia a con­tro­vér­sia in­ter­na.

Uns não agüen­tam — se su­i­ci­dam. Ou­tros ga­nham as ru­as — com to­das as con­se­qüên­cias, que vão da pros­ti­tu­i­ção ao aban­do­no ab­so­lu­to. Pou­quís­si­mos sa­em ile­sos. Por is­so, é imen­so o por­cen­tu­al dos que se man­têm no ar­má­rio: "É tam­bém so­fri­do vi­ver as­sim", diz Men­des, in­clu­si­ve por seu ca­so ser pa­re­ci­do. Ele de­mo­rou, mas se re­ve­lou: "Tem quem nun­ca se as­su­ma. Ca­sa-se, cria os fi­lhos e pos­sui uma vi­da fo­ra". A vi­da em se­gre­do le­ga a es­ses in­fe­li­zes o so­bres­sal­to per­ma­nen­te.

Gay tran­sa o dia in­tei­ro? — Por não fu­gir de qua­is­quer te­mas, e os dis­cu­tir com se­ri­e­da­de, Léo Men­des não se exal­ta ao res­pon­der — com da­dos — se a Aids é uma pes­te gay: "No iní­cio, mais de du­as dé­ca­das atrás, a mai­o­ria dos por­ta­do­res de HIV era ho­mos­se­xu­al que não usa­va pre­ser­va­ti­vo. Ho­je, a si­tu­a­ção mu­dou: a mai­o­ria dos por­ta­do­res de HIV é mu­lher e, en­tre os ho­mens, a mai­o­ria dos so­ro­po­si­ti­vos é he­te­res­se­xu­al". E ex­pli­ca o mo­ti­vo da in­ver­são: "75 por cento dos gays usam ca­mi­si­nha. En­tre os hé­te­ros, ape­nas 20 por cento". O gay que re­sis­te a sa­ir do ar­má­rio é mais vul­ne­rá­vel a pe­ri­go, por tran­sar com gran­de nú­me­ro de par­cei­ros, em oca­si­ões fu­gi­di­as, às ve­zes sem o cui­da­do ne­ces­sá­rio. O gay as­su­mi­do, com par­cei­ro fi­xo e sem­pre usan­do ca­mi­si­nha, tem a mes­ma pos­si­bi­li­da­de de um hé­te­ro de con­tra­ir Aids e ou­tros ma­les se­xu­al­men­te trans­mis­sí­veis: ne­nhu­ma.

Léo per­ten­ce ao se­gun­do ti­me, mas usa ca­mi­si­nha em to­das as re­la­ções? "Uso". To­das? "To­das." Sem­pre? "Sem­pre." Na­da de pro­mis­cu­i­da­de? "É o pre­con­cei­to que le­va a pen­sar que to­do gay é pro­mís­cuo. Tem gay pro­mís­cuo co­mo tem he­te­ros­se­xu­al pro­mís­cuo.” Mas pas­sa a idéia de que se um ra­paz der con­fi­an­ça pa­ra um gay, aca­ba ro­lan­do... Ro­lan­do o pre­con­cei­to "de achar que gay tran­sa o dia in­tei­ro, que es­tá sem­pre pron­to pa­ra fa­zer se­xo com quem to­par". Vo­cê não é as­sim? "Nem eu nem as pes­so­as nor­mais, gays ou não. Só é as­sim o es­te­re­ó­ti­po." Tem na­mo­ra­do? "Atu­al­men­te, não. Es­tou sol­tei­ro." Por quê? "É tan­ta atri­bu­i­ção, tan­ta ta­re­fa, que no mo­men­to não te­nho tem­po."

Os nú­me­ros apre­sen­ta­dos po­dem ser fru­tos de os ho­mos­se­xu­ais es­ta­rem cons­tan­te­men­te com ca­mi­si­nha à mão? "É da ár­vo­re da res­pon­sa­bi­li­da­de, que dá som­bra pa­ra to­dos." On­de os gays ar­ru­mam tan­ta ca­mi­si­nha? "On­de to­do mun­do en­con­tra ca­mi­si­nha: na far­má­cia, no pos­to de sa­ú­de, nas ONGs." Mas pas­sa a im­pres­são de que pa­ra gay é mais fá­cil con­se­guir ca­mi­si­nha... "É fá­cil pa­ra qual­quer pes­soa con­se­guir ca­mi­si­nha, di­fí­cil é tra­tar as con­se­qüên­cias da fal­ta de­la." O po­der pú­bli­co dá ca­mi­si­nha pa­ra as ONGs de gays? "Sim, co­mo dá pa­ra qual­quer pes­soa que pro­cu­rar."

Não acha dis­pen­di­o­so pa­ra o se­tor de sa­ú­de pú­bli­ca, tão ca­ren­te de re­cur­sos, gas­tar ver­bas com ca­mi­si­nha pa­ra dis­tri­bu­ir a ro­do? "Fi­ca mais ca­ro o tra­ta­men­to que a pre­ven­ção. Tam­bém não se dis­tri­bui as­sim." Co­mo é a dis­tri­bui­ção, en­tão? "Pe­lo me­nos no ca­so das ONGs que aten­dem GLBT, fa­zem trei­na­men­to so­bre do­en­ças e só de­pois re­ce­bem do Mi­nis­té­rio da Sa­ú­de os pre­ser­va­ti­vos e os re­pas­sam pa­ra os gru­pos." Co­mo as­sim, gru­pos? "A dis­tri­bui­ção é fei­ta em pa­res. Quem dá a ca­mi­si­nha pa­ra gay, é gay; pa­ra o tra­ves­ti, é tra­ves­ti." De qual­quer ma­nei­ra, mes­mo que o gay não tran­se tan­to, é mui­ta ca­mi­si­nha... "Mas não se ga­nha to­do pre­ser­va­ti­vo que se usa. É só um pou­co, pa­ra in­cen­ti­var. De­pois, a pes­soa com­pra." A po­lí­ti­ca de a ca­mi­si­nha che­gar an­tes da do­en­ça é, se­gun­do ele, "exem­plo pa­ra di­ver­sos paí­ses, que ado­tam o mo­de­lo bra­si­lei­ro".

Tra­ves­tis — Léo Men­des cha­ma tra­ves­ti no fe­mi­ni­no: "As tra­ves­tis". Es­sas tra­ves­tis apron­tam no meio da rua, hein, fi­cam se­mi­nu­as, re­bo­lan­do, cha­man­do a aten­ção... "Fi­cam se­mi­nu­as, re­bo­lam, cha­mam a aten­ção e não apron­tam na­da de­mais." Não é de­mais exi­bir os pei­tos de si­li­co­ne, sem su­ti­ã, com fio-den­tal, me­xen­do com ho­mens que pas­sam? "Os ho­mens e as mu­lhe­res pas­sam por es­ses lu­ga­res sa­ben­do que as tra­ves­tis es­tão ali, por­que to­do dia elas es­tão nos mes­mos lu­ga­res." E que lu­ga­res são es­ses? "Lo­ca­is de­ter­mi­na­dos, sem re­si­dên­cia, sem es­co­la por per­to e só à noi­te, das 10 às 5 da ma­nhã." Quem os de­ter­mi­nou? "Fi­ze­mos um acor­do com as for­ças de se­gu­ran­ça."

Quan­do al­guém diz que tra­ves­tis, com ou sem acor­do, apron­ta fu­zar­ca em al­pen­dre de ca­sas nas ru­as em que es­ta­be­le­cem os pon­tos de pros­ti­tu­i­ção, Men­des re­ba­te: "Não exis­te qual­quer re­gis­tro dis­so na po­lí­cia, no Mi­nis­té­rio Pú­bli­co, na Jus­ti­ça. As tra­ves­tis vão com cli­en­tes pa­ra mo­té­is e ho­té­is, cons­tru­í­dos por em­pre­sá­rios pró­xi­mo aos lo­ca­is". Que não ha­ja o fu­zuê nas ca­sas, mas vo­cê acha cor­re­to a nu­dez na via pú­bli­ca? "A TV exi­be mu­lhe­res com sei­os de fo­ra e nin­guém fa­la em fe­char a Glo­bo por cau­sa dis­so. A no­ve­la pas­sa à noi­te, mas é re­pri­sa­da à tar­de. O car­na­val, tam­bém."

Men­des con­tra­ria ou­tra apa­rên­cia, a de que Go­i­â­nia tem tra­ves­ti de­mais se pros­ti­tu­in­do nas ru­as: "São umas 50, pou­co pa­ra uma ci­da­de com qua­se 1 mi­lhão e 300 mil ha­bi­tan­tes e 300 ve­zes me­nos que as tra­ba­lha­do­ras do se­xo". Tra­ba­lha­dor e tra­ba­lha­do­ra do se­xo é co­mo cha­ma pros­ti­tu­tas (ter­mo que não usa) e tra­ves­tis (pa­la­vra que só usa no fe­mi­ni­no). So­bre os da­dos que usa, dá sem­pre a fon­te e a mais cu­ri­o­sa é do por­cen­tu­al de gays: "No Bra­sil, não exis­te es­tu­do a res­pei­to, pe­lo me­nos não pes­qui­sas sé­rias e con­fi­á­veis. En­tão, o mo­vi­men­to (mo­vi­men­to é co­mo cha­ma a mi­li­tân­cia GLBT) usa a es­ta­tís­ti­ca apu­ra­da em um gran­de es­tu­do fei­to nos Es­ta­dos Uni­dos lo­go após a Se­gun­da Guer­ra Mun­di­al." No tal es­tu­do deu que 10 por cento da po­pu­la­ção é gay. E 10 por cento da po­pu­la­ção fi­cou gay e pron­to.

As­sim, va­le­ria "pa­ra igre­jas, ti­mes de fu­te­bol" e se­ri­am 1.600 gays na Po­lí­cia Mi­li­tar de Go­i­ás. Se­rá? "Tem mui­to, mas a re­pres­são é enor­me. Há três anos, um sol­da­do foi ex­pul­so por­que fa­zia se­xo oral no Bos­que do Bo­ta­fo­go." Gay ou não, po­li­ci­al que pra­ti­ca se­xo em pú­bli­co tem de ser pu­ni­do? "Tem, mas se fos­se um po­li­ci­al fa­zen­do se­xo oral com mu­lher, os co­le­gas no má­xi­mo o acon­se­lha­ri­am a sa­ir da­li." Igual ló­gi­ca usa so­bre o ca­so dos sar­gen­tos do Exér­ci­to que se de­cla­ra­ram gays e na se­ma­na pas­sa­do fo­ram re­ce­bi­dos no Con­gres­so Na­ci­o­nal.

Po­lí­ti­cos no ar­má­rio — É di­fí­cil ti­rar de Léo Men­des al­gu­ma de­cla­ra­ção bom­bás­ti­ca so­bre ho­mos­se­xu­ais. Ten­ta-se. Tem al­gum gay na po­lí­ti­ca go­i­a­na? "Se tem, não se ma­ni­fes­ta." Nem o... "Nem ele nem ou­tra. Ne­nhum. Ne­nhum que se te­nha de­cla­ra­do ao elei­tor que é ho­mos­se­xu­al." Léo evi­ta fo­fo­ca, até pa­ra não pa­re­cer que se­ria um er­ro um po­lí­ti­co dei­xar a es­cu­ri­dão e o ob­scu­ran­tis­mo do ar­má­rio: "Na po­lí­ti­ca, a ca­lú­nia é per­ma­nen­te e uma for­ma de des­qua­li­fi­car é di­zer que o ou­tro é cor­no, gay ou la­drão". Men­des só fa­la que é gay se a pes­soa fre­qüen­tar os am­bi­en­tes GLBT, co­mo a sa­u­na di­vi­di­da vá­ri­as ve­zes com o já fa­le­ci­do ve­re­a­dor Jo­sé Eduar­do Sil­va Nas­ci­men­to, pos­si­vel­men­te o po­lí­ti­co mais in­te­li­gen­te de­ten­tor de man­da­to na Câ­ma­ra de Go­i­â­nia. Jo­sé Eduar­do foi can­di­da­to a pre­fei­to da ca­pi­tal e de Se­na­dor Ca­ne­do. Per­deu am­bas, mas era cam­pe­ão de vo­tos pa­ra o Le­gis­la­ti­vo, in­clu­si­ve de­pu­ta­do.

A ex­ce­ção atu­al é Edi­lei Di­as de Sou­za, as­su­mi­dís­si­mo co­mo Di­la, não ape­nas gay li­ber­to, mas úni­co tra­ves­ti com man­da­to. Di­la per­deu pa­ra de­pu­ta­da es­ta­du­al, mas ga­nhou pa­ra ve­re­a­do­ra em São Fran­cis­co... Não, não é a ci­da­de ame­ri­ca­na cam­pe­ã em ho­mos­se­xu­a­lidade, não. É São Fran­cis­co de Go­i­ás, a uma ho­ra de Go­i­â­nia. Lá, Di­la é a mai­or au­to­ri­da­de do Po­der Le­gis­la­ti­vo lo­cal: é pre­si­den­te da Câ­ma­ra Mu­ni­ci­pal.

Men­des tam­bém quer che­gar ao Le­gis­la­ti­vo, o de Go­i­â­nia, on­de tra­ba­lha há qua­tro man­da­tos co­mo as­ses­sor da ve­re­a­do­ra Ma­ri­na Sant´An­na. É can­di­da­to a ve­re­a­dor pe­lo PT: "Vou ser o úni­co gay na Câ­ma­ra". Mas e o... "Não, as­su­mi­do não tem. Tem re­pre­sen­tan­tes de igre­jas, de de­ter­mi­na­dos bair­ros, de pes­so­as com ne­ces­si­da­des es­pe­ci­ais, de em­pre­sá­rios. Já te­ve re­pre­sen­tan­te de pit-dog, mas de gay, não." Pa­ra não re­for­çar o es­te­re­ó­ti­po, o se­re­no Men­des não usa re­fe­rên­cias po­pu­la­res a gays. Seu có­di­go nas ur­nas po­de­ria ser um pre­vi­sí­vel 13024 (nú­me­ros do PT e do ve­a­do no jo­go do bi­cho). Fi­cou com 13200. Não é afe­ta­do, não dá pi­tis, não se va­le de su­per­la­ti­vos, en­fim, na­da do es­te­re­ó­ti­po. Nem as ban­dei­ras: seu prin­ci­pal pro­je­to é o de pas­se-li­vre pa­ra es­tu­dan­tes no tran­spor­te co­le­ti­vo. Qual­quer es­tu­dan­te, gay ou não. E o pri­mei­ro pro­je­to? "Cri­a­ção do Dia Mu­ni­ci­pal Con­tra a Hi­po­cri­sia." Idéia do pre­si­den­te Lu­la, que ao par­ti­ci­par de um fó­rum gay em Bra­sí­lia dis­se que se fos­se de­pu­ta­do fe­de­ral cri­a­ria o Dia Na­ci­o­nal Con­tra a Hi­po­cri­sia.

O man­da­to, se Léo o ob­ti­ver, tam­bém não se­rá ex­clu­si­vo de GLBT, "só 5 por cento, o res­tan­te se­rá de ou­tras te­má­ti­cas". A cam­pa­nha, ma­cér­ri­ma, se re­su­me a con­ta­tos e à in­te­ra­ti­vi­da­de da in­ter­net, no bem-fei­to si­te http://www.le­o­men­des13200.can.br, em que até a fo­to do can­di­da­to foi apro­vei­ta­do de ou­tra ar­te, fei­ta pa­ra grá­fi­ca (abai­xo do re­tra­to lê-se o CNPJ da em­pre­sa e até o nú­me­ro de exem­pla­res con­fec­cio­na­dos). O que não fal­ta é co­or­de­na­dor, são mais de 20, al­guns fa­mo­sos (co­mo Mar­cos Lú­cio, ex-che­fe de ga­bi­ne­te de Ade­mar Pa­loc­ci), a mai­o­ria hé­te­ro (co­mo San­dro de Li­ma, ex-se­cre­tá­rio de Cul­tu­ra de Go­i­â­nia). Tem até fe­mi­nis­ta: Fran­cis­ca Car­va­lho, do Mo­vi­men­to de Mu­lhe­res. Mas os gays tam­bém es­tão com tu­do na co­or­de­na­ção, in­clu­si­ve da As­so­cia­ção de Sur­dos GLBT – sim, vo­cê leu bem: sur­dos GLBT.

Os es­tá­gios — O ca­mi­nho que jo­vens per­cor­rem da des­co­ber­ta do in­te­res­se por gen­te do mes­mo se­xo até se as­su­mi­rem é lon­go, às ve­zes in­ter­mi­ná­vel, mas sem­pre so­fri­do. Léo Men­des enu­me­ra...

"Pri­mei­ro sen­ti­men­to que um jo­vem ho­mos­se­xu­al tem é o do pe­ca­do, por cau­sa da re­li­gi­ão";

"O se­gun­do é achar que é do­en­ça. Ele se per­gun­ta: ´To­do mun­do tem atra­ção por mu­lher, por que eu não?´"

"O ter­cei­ro é achar que é cri­me, por­que on­de es­tá é re­pri­mi­do, co­mo se es­ti­ves­se co­me­ten­do um de­li­to."

"Su­pe­ra­das as três eta­pas, uns aos 13 anos, ou­tros aos 50, tem a fa­se de as­su­mir-se. De­pois, o mo­men­to de con­tar pa­ra ami­gos e pa­ren­tes mui­to pró­xi­mos. To­dos têm a fa­se de re­pe­lir e uns não as­su­mem nun­ca."

No ca­so de Léo, a fa­se de con­ver­sar so­bre o as­sun­to com pa­ren­tes foi de­mo­ra­da. As ti­as per­gun­ta­vam por su­as na­mo­ra­das. Ele en­ro­la­va. "Vai ar­ru­mar uma mo­ça pra ca­sar, não?" "Vou, tia, mas não che­gou a ho­ra." As mo­ças che­ga­ram. Saí­ram. E a ho­ra, até ago­ra.

Um ra­mo lu­cra­ti­vo — O que vo­cê, lei­tor/lei­to­ra, fa­ria se es­ti­ves­se pas­se­an­do com a fa­mí­lia num shop­ping e pas­sas­se por um ca­sal gay abra­ça­do ou de mãos da­das? Ah, vo­cê se­gui­ria e en­ca­ra­ria co­mo se na­da es­ti­ves­se acon­te­cen­do. Po­de até ser, mas a mai­o­ria dis­cri­mi­na, des­via, co­men­ta à bo­ca mi­ú­da. "O guar­da vem na ho­ra", diz Léo Men­des, "e ar­ru­ma uma ma­nei­ra de se­pa­rar". Se es­tá bei­jan­do? "Até cha­mam a po­lí­cia, que dá um jei­to de en­qua­drar". Em co­lu­na que faz há dois anos no "Di­á­rio da Ma­nhã", de Go­i­â­nia, Léo dá no­mes e en­de­re­ços de es­ta­be­le­ci­men­tos fre­qüen­ta­dos pe­la co­mu­ni­da­de GLBT, co­mo sa­u­nas, ba­res e até um shop­ping, o Ba­na­na, na Ave­ni­da Ara­gu­aia.

Léo con­ta que o Ba­na­na vi­rou po­int gay de­pois de ten­tar mu­dan­ças no pú­bli­co: "O shop­ping quis pro­i­bir e a ju­ven­tu­de gos­ta do pro­i­bi­do, ado­ra o de­sa­fio". Re­sul­ta­do: "Na pra­ça de ali­men­ta­ção do Ba­na­na Shop­ping, até 70% do pú­bli­co é GLBT". Aten­ção: is­so não é ru­im pa­ra o cen­tro de com­pras nem pa­ra os de­mais fre­gues­es. Do pon­to de vis­ta de ne­gó­ci­os, o Ba­na­na lu­crou. O bom po­der aqui­si­ti­vo dos gays ge­ra di­vi­sas em di­ver­sos ra­mos, prin­ci­pal­men­te no tu­ris­mo.

Des­fi­lan­do o or­gu­lho de ser GLBT

Lior­ci­no Men­des ain­da era cha­ma­do as­sim, de Lior­ci­no, quan­do se as­su­miu gay e mi­li­tan­te do mo­vi­men­to. A go­ta d’água foi uma en­tre­vis­ta de Hit­ler Mus­so­li­ni, en­tão de­le­ga­do no 1º Dis­tri­to Po­li­ci­al, no Cen­tro de Go­i­â­nia: "Ele dis­se que iria pren­der gays, lés­bi­cas e tra­ves­tis que an­das­sem à noi­te, mes­mo que ape­nas an­das­sem". O Lior­ci­no pre­si­den­te do Sin­di­ca­to dos Ra­di­a­lis­tas vi­rou o Léo do Ipê Ro­sa, do qual foi fun­da­dor. O ati­vis­mo sin­di­cal fi­cou de la­do de vez após re­ce­ber em Go­i­â­nia o de­ca­no dos lí­de­res ho­mos­se­xu­ais do Bra­sil, o an­tro­pó­lo­go Lu­iz Mott, do Gru­po Gay da Ba­hia. Con­ti­nuou na lu­ta, des­fi­lan­do sua con­di­ção por to­do o Pa­ís.

Em des­fi­le li­te­ral es­tre­ou há 12 anos, com a Pa­ra­da do Or­gu­lho, an­tes gay, de­pois GLS, ho­je GLBT. Há di­nhei­ro pú­bli­co na pa­ra­da e Léo não per­de o or­gu­lho por cau­sa dis­so: "Quan­do o su­jei­to pa­ga im­pos­tos, não im­por­ta se é gay ou não. Com es­se di­nhei­ro, o go­ver­no faz mui­tas coi­sas, obras, in­ves­ti­men­tos e even­tos. Se for Fór­mu­la 1, fes­tas re­li­gi­o­sas, car­na­val, aí po­de. Se for uma fes­ta de ho­mos­se­xu­ais, não po­de". Léo or­ga­ni­zou a Pa­ra­da até 2006: "Te­ve 18 mil re­ais de di­nhei­ro pú­bli­co e 50 mil pes­so­as na rua. Um show na Pra­ça Cí­vi­ca ou num ro­deio cus­ta mui­to mais e não le­va es­se tan­to de gen­te". No pró­xi­mo mês, no­va­men­te a Pa­ra­da do Or­gu­lho en­tra­rá em ce­na; ago­ra, sem seu gran­de in­cen­ti­va­dor (en­vol­vi­do com a cam­pa­nha elei­to­ral, não po­de fi­car no co­man­do); ago­ra, tam­bém, sem ver­ba ofi­ci­al: "A Pa­ra­da des­se ano não vai ter 1 cen­ta­vo se­quer de di­nhei­ro pú­bli­co".

So­bre os gays, lés­bi­cas e tra­ves­tis que des­fi­lam qua­se nus so­bre car­ros ale­gó­ri­cos, du­ran­te o dia, por ru­as mo­vi­men­ta­das, Léo no­va­men­te usa o pa­râ­me­tro: "Os gays se ma­ni­fes­tam na Pa­ra­da co­mo os ne­gros se ma­ni­fes­tam no car­na­val e os ín­di­os no qua­rup. Nes­sas du­as fes­tas tem gen­te nua e nin­guém re­cla­ma". As cri­an­ças que mo­ram ou tran­si­tam pe­la rua du­ran­te a Pa­ra­da vê­em pei­tos exi­bi­dos so­bre os car­ros. Léo não sa­be on­de es­tá o es­cân­da­lo: "Cri­an­ça é ino­cen­te, não vê o seio co­mo li­bi­do, las­cí­via, na­da, até por­que es­tá acos­tu­ma­da, pois a Glo­bo mos­tra pei­to de fo­ra du­ran­te a tar­de".

 

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Título: Go­i­â­nia tem 125 mil ho­mos­se­xu­ais
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Comentários
19/08/2008 14:40: Alexandre - GO
Nes­sas du­as fes­tas tem gen­te nua e nin­guém re­cla­ma
Léo, se liga. Não fale besteiras, se for possível. Como você sabe que ninguém reclama do nudismo em qualquer tipo de festa? Se vê claramente o desespero de vocês para justificar o injustificável. É bom se esforçar mesmo, pois a sociedade ainda acordará e rejeitará essa pseudo luta social.
 
22/08/2008 11:11: Pedro - TO
vcs gay tudo tem aids,
raça d carai vai toma no cu, bando d hiv, vcs merece tds morre, porra....
BY:Pedro LOLO Pipas
 
31/08/2008 11:51: André - MG
Alexandre-GO, você poderia mostrar algum exemplo de reclamação do nudismo no carnaval? Favor citar a fonte!
 
31/08/2008 11:53: André - MG
Aos organizadores do site: seguindo as regras dos comentários, sugiro apagar o comentário do Pedro-TO que, além de homofóbico, não sabe escrever!
 
21/02/2010 10:02: lari - GO
muito legal, mas alguem poderia apagar o comentário do pedro-to.
pois está escrito que: Nos reservamos o direito de deletar toda e qualquer mensagem contendo palavões, baixarias ou até mesmo termos homofóbicos. Favor respeitar as devidas fontes de cada matéria.
 
23/02/2010 03:24: dr. Thieme - AC
O SONHO QUE SE SONHA SÓ…..!
"Já dizia Raul Seixas que “sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha juntos é realidade”.
Ïnfelizmente no homossexualismo sonha-se um só sonho. Infelizmente encontraram um Presidente que não está sóbrio para enxergar o abismo que o Brasil está entrando tendo o apoio de gordas verbas para os eventos que levam as associações a aumentarem seus associados.
Pena que não sabem que a casta rica da EUROPA, influentes na ONU levou-a a propagar a ideia da redução da população e o indice de crescimento que deveria de ser de 2.11 para haver crescimento demografico. Estes indices foram revelados pela mídia, veja o site : http://www.juliosevero.com constata a realidade que a população está decrescendo e no Brasil tambem. Imaginem a vasta propaganda que tem sido feito a favor do homossexualismo e lesbianismo e o aborto livre. NA MAIORIA DOS HOMOSSEXUAIS ENCERRA-SE A SUA GERAÇÃO. NÃO TERÃO DESCENDENTES. Com a redução da população os prejudicados serão os proprios homossexuais daqui há 30 anos porque o INSS não terá uma força de trabalho suficiente para sustentar os aposentados,devido a redução da população que já começou e a maioria de seus parentes ja terao morrido. Abrigos, nao existe no Brasil. E o que farão os velhos daqui há 30 anos? Quando o show terminar, um dia a mascara vai cair e aí verão que foram enganados e usados por essas associacoes gays e o proprio governo , isto é, a Elite rica que sempre explorou os pobres. Graças a Deus que um grande amigo meu que foi homossexual por quase 30 anos, aos 37 anos ele se converteu a Cristo e venceu o mal que não conseguia vencer por tantos anos. Hoje é um homem de bem, amavel, saudavel, que é amado por todos e não sofre discriminação alguma, exceto de seus colegas homossexuais que o abandonaram. O SONHO QUE SE SONHA SÓ vai provocar A MAIORIA DOS HOMOSSEXUAIS TER A SUA GERAÇÃO ENCERRADA NELE PROPRIO, NÃO TENDO O PRIVILEGIO DE TER DESCENDENTES. É, infelizmente quando a velhice chegar, tudo será muito dificil. Porem, se cairem na real e se arrependerem desta pratica anti-natural e pecaminosa segundo a Biblia E A DEIXAREM, ainda poderão encontrar a felicidade mesmo que sozinhos e a ajuda de irmãos na fé.
Martin Luter King, um pastor evangelico, deu a vida a favor da indiscriminação. Só que nós nunca vimos um discurso dele xingando, discriminando ou caluninando os brancos por serem discriminados. E eu em 52 emails que recebi, 47 me discriminaram, deboxaram, caluniaram, caluniando, ameaçando-me de morte tres vezes, e zombaram de mim por que sou cristão. OLha é só ler Romanos 1:18 em diante e tem exatamente a descrição de conduta dos ativistas homossexuais que me escreveram só porque enviei uma carta como esta de alerta sobre o futuro. Lógico que existem excessões. .
Fundei dois orfanatos, e o primeiro assiste hoje a mais de 1.000 criancas e quantos adolescentes homossexuais ajudamos. Voces não imaginam. Veja as barbaridades da CARTA DE BRASILIA no http://www.juliosevero.com que estão propondo fazer com nossas crianças. Isto é real, eu recebi o email do CEDECA-DF. Realmente podemos afirmar que a finalidade dessas associações gays e o governo estao profundamente influenciados pelo movimento mundial "queer" de desconstrução familiar.
A ideia clara que foi passada atraves destes emails que recebi é que todos os gays ativistas falam uma mesma linguagem querendo acabar com as igrejas evangelicas e catolicas e viverem como quiserem. Isto tem um nome: ANARQUISMO ou NAZISMO. Estão confundindo LIBERDADE COM LIBERTINAGEM.
O homossexualismo é o grande mal de nosso século. E já o foi no tempo de Sodoma e Gomorra.
DESEJO QUE NÃO CONTINUEM A SONHAR O SONHO DE UM SONHO SÓ e TUDO VAI MUDAR PARA VOCE.
Um fraternal abraco,
Pr. Dr.Alberto Thieme
thiemeus@yahoo.com