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'Há uma ditadura gay no Brasil'

23/07/2007:

Cláudia Feliz

A psicóloga carioca Rozangela Justino desenvolve um trabalho no mínimo polêmico, especialmente para o seu meio profissional. Ela preside a Associação de Apoio ao Ser Humano e à Família (Abraceh), uma ONG cujo objetivo é apoiar pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade. Diz que a Abraceh surgiu para contrapor a ação de ativistas do movimento pró-homossexualismo, que segundo ela vem ocorrendo no Brasil. Por causa da sua atuação, Rozangela Justino, que concedeu esta entrevista por e-mail, é alvo de três processos éticos em tramitação no Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro.

Como a Abraceh funciona? Qual o perfil das pessoas por ela atendidas?
A Abraceh oferece grupo de apoio, de mútua ajuda e conforto espiritual para os seus apoiados. Tal rede deve ser composta por amigos, parentes, igrejas, profissionais e grupos de apoio.

Como psicóloga, a senhora aprendeu que a sexualidade faz parte da identidade do sujeito, e assim deve ser compreendida na sua totalidade. Em que essa orientação se confronta com a sua formação cristã?
Na Abraceh não estou na função de psicóloga. Mas não há qualquer confronto da minha profissão com a minha religião. Deus é o senhor de todo o conhecimento. Quando a ciência chega a uma verdade é porque ela está de acordo com as orientações de Deus. A psicologia é a ciência do comportamento humano. A minha abordagem profissional é a linha existencialista, com formação em psicodrama. Concebo o homem como um ser bio-psico-sócio-cultural-espiritual. O homem faz parte da criação de Deus, e sua identidade sexual foi criada por ele, potencialmente heterossexual.

A rede de apoio visa a favorecer o retorno à origem?
Se por algumas razões o homem desenvolve a homossexualidade ou apresenta outros transtornos ligados à sexualidade ele pode mudar, conforme a sua motivação. Se tiver uma rede para apoiá-lo será mais confortável para ele efetivar a mudança que desejar.

Há pastores que citam trechos bíblicos para afirmar que o homossexualismo é uma forma de pecado. É assim que a senhora pensa?
A homossexualidade é considerada pecado, segundo as Escrituras Sagradas. Na Abraceh não nos preocupamos com a sexualidade propriamente dita, pois quando a pessoa nos procura ela já apresenta a preocupação com a sua orientação sexual, e não é necessário nos preocuparmos também. O que fazemos é acolher a pessoa e ajudá-la a entender o porquê de ter desenvolvido a homossexualidade, seus sentimentos com relação às diversas cenas de sua vida.

Como a senhora define a homossexualidade?
É a atração sexual que uma pessoa sente por outra do mesmo sexo, normalmente derivada de fatores multicausais. Uma das principais causas é abuso sexual sofrido na infância e/ou adolescência. Se o abuso sexual foi cometido por pessoas do sexo oposto, numa idade em que a criança ainda não estava física e nem emocionalmente pronta para qualquer apelo sexual, esta poderá desenvolver aversão pelo sexo oposto na vida adulta. Se foi por pessoa do mesmo sexo, e ela não pode impedir o prazer do contato físico, pode ter a ilusão de que nasceu para sentir prazer por pessoas do mesmo sexo, criando confusão na sua orientação sexual, acabando por fixar-se em fases remotas do seu desenvolvimento psicossexual.

Por que a senhora afirma que há um movimento no país pró-homossexualismo?
É só olharmos para a mídia que vemos como ela veicula informações que favorecem o movimento pró-homosexualismo, estimulando pessoas a praticar a homossexualidade como se fosse natural. A Ilga, a associação internacional de gays e lésbicas, sediada na Noruega, tem se ramificado por todo o mundo, e as instituições pró-homossexualismo brasileiras são associadas a ela. O Brasil foi escolhido como palco para o movimento pró-homossexualismo neste momento da história, tendo apresentado pela terceira vez, na ONU, uma resolução pró-homossexualismo. O Brasil não está preocupado com a fome, com a saúde, com a educação, e nem com os altos índices de abuso e exploração sexual contra a criança e o adolescente. Está preocupado com a liberação sexual, ou seja, com a liberação de todas as formas de expressão sexual. Diversos autores e instituições afirmam que a Ilga tem um acordo com a Nambla, associação americana de amor entre homens e meninos. Em países onde as leis pró-homossexualismo
já avançaram encontram-se as reivindicações inclusive de partidos políticos pedófilos.

Resolução do Conselho Federal de Psicologia proíbe profissionais da área a divulgarem tratamento e cura do homossexualismo, sob a argumentação de que homossexualismo não é doença e nem uma opção. Mas a senhora diz que é possível resgatar a heterossexualidade em quem se dispõe a deixar de ser homossexual. Como? Quais os fundamentos científicos da abordagem que a senhora utiliza e aplica?
Em primeiro lugar, o ser humano não nasce homossexual. O Conselho de Psicologia criou uma norma comprometida com as teorias do movimento da desconstrução social, o Queer. Todas as escolas de psicologia consideram a homossexualidade uma imaturidade no desenvolvimento psicossexual, e a psicanálise declara ser a homossexualidade uma perversão. A homossexualidade parece ser derivada das relações, de vínculos estabelecidos das pessoas que desenvolveram este comportamento com outras que compõem a sua matriz de identidade. Mas o Conselho de Psicologia não afirma que proíbe psicólogos de apoiarem pessoas que desejam deixar a homossexualidade, embora esteja comprometido com este movimento desconstrutor social.

Como se comporta um ex-gay? Ele deixa de ter desejo pelo mesmo sexo?
Eu não chamo a pessoa de ex-gay, e nem de gay. Ela é um ser humano que esteve no estado homossexual e que abandonou esse estado. Ela não deixou de ser gay porque também nunca foi. Há pessoas que deixam o comportamento homossexual, outras, além do comportamento deixam os desejos homossexuais. E há as que além de deixar o comportamento homossexual e os desejos homossexuais conseguem resgatar a sua heterossexualidade. Depende de cada pessoa e do tempo interno de cada uma, especialmente da sua motivação para efetivar as mudanças que ela mesma deseja.

Todos os homossexuais realmente sofreram abuso? Como a senhora vê a posição científica que define homossexualismo, bissexualismo ou heterossexualismo como orientação sexual?
100% das pessoas que conheço que desenvolveram a homossexualidade sofreram abusos sexuais. É fato que o abuso sexual contra a criança e o adolescente pode levar pessoas à homossexualidade, e as estatísticas mostram que 50% das pessoas que sofreram abusos sexuais tornam-se autoras de abusos sexuais. Este é o grande risco de apoiarmos movimentos sociais que visam à liberação sexual e à homossexualidade. A pessoa pode se estranhar com a orientação sexual homo ou bissexual. A heterossexualidade é o padrão, já que o ser humano é um ser criado por Deus e ele não tem uma forma para gerar homossexuais. Tanto a homossexualidade quanto a bissexualidade podem ser estados passageiros, passíveis de mudança, conforme a motivação daquele que se estranham com desejos homossexuais. Tenho declarado que o movimento ativista pró-homossexualismo tem gerado uma doença social, o que chamo também de Complexo de Gabriela, já que proclama a inverdade de que pessoas nascem, crescem e vão estar
sempre homossexuais.

A senhora é alvo de processo ético aberto pelo Conselho de Psicologia do Rio de Janeiro devido à sua posição, vista como contrária à Resolução 01/99. Qual o estágio atual desse processo?
Existem organizações estrangeiras poderosas que estão financiando as instituições brasileiras para promoverem a liberação sexual no Brasil. Embora esteja respaldada pela Declaração de Direitos Humanos e pela Constituição Federal, que me garantem a liberdade de expressão, científica, de ir e vir e outras, não posso negar que está havendo uma ditadura gay no Brasil, que tem ferido os direitos constitucionais, humanos, e sabotado o direito das crianças e dos adolescentes. O Movimento da Desconstrução Social Queer visa ao caos social. Não há lógica, mas o prazer no descontrole social, no transformar o certo em errado e fazer as pessoas acreditarem que o errado é certo. Eu tenho respaldo científico para apoiar pessoas que voluntariamente desejam deixar a homossexualidade, além do respaldo legal, mas está sendo considerado errado se utilizar deste conhecimento, o desconstrutor social é o imposto.

Como é para a senhora lidar com o seus colegas, no seu meio profissional?
Sou respeitada pelos colegas que me acham corajosa.

Como a senhora vê o Projeto de Lei Complementar 122/2006, que criminaliza a homofobia?
Ele foi gerado para criar o caos social, pois ele não somente vai atingir os profissionais e igrejas, como também à dona de casa, o empresário, o professor, a sociedade como um todo, e trará sérios prejuízos para as próprias pessoas que vivenciam a homossexualidade. Além de criar o delito de opinião, uma aberração constitucional, com a aprovação deste PLC uma pessoa poderá dizer para o seu patrão que ele a está discriminando por sua orientação sexual, para obrigá-lo a indenizá-lo ou mantê-lo no emprego. E ainda mandá-lo para a cadeia. Ninguém vai querer ter uma pessoa que vivencia a homossexualidade por perto. As relações vão perder a espontaneidade, todos serão obrigados a tratá-la como bibelô, intocável. É isso que o Queer faz: distorce, desconstrói, destrói o ser humano.

Entre a ciência e a fé

Evangélica. A psicóloga Rozangela Justino tem 48 anos, é solteira, não tem filhos, e nasceu em Niterói, no Rio de Janeiro. Graduou-se em Psicologia em 1981, pela Faculdade Celso Lisboa. É especialista em Psicologia Clínica e Escolar. Evangélica desde 1983, Rozangela é membro da Igreja Presbiteriana Betânia de Icaraí, em Niterói. Fundou e preside a ONG Associação de Apoio ao ser Humano e à Família (Abraceh).

"É só olharmos para a mídia que vemos como ela veicula informações que favorecem o movimento pró-homosexualismo, estimulando pessoas a praticar a homossexualidade como se fosse natural"

"Existem organizações estrangeiras poderosas que estão financiando as instituições brasileiras para promoverem a liberação sexual no Brasil. O Movimento Queer visa ao caos social"

Eles dizem por que mudar
"Percebi que buscava a figura paterna que meu pai não foi"

"Eu queria superar as marcas que o abuso sexual me deixara por meio de outros homens, que me usaram"

"Acredito sinceramente que nunca seria feliz na vida gay, e estou seguro de que a mudança é possível. Isso me motiva a buscá-la"

"Quero lidar com homens de forma não-erotizada. Estive no caminho erotizado por muito tempo e nunca encontrei o que de fato procurava. Agora que tenho amizades masculinas realmente saudáveis e estou tendo minhas necessidades preenchidas, sou muito mais feliz que em qualquer outra fase da vida"

"Sempre que satisfazia estes sentimentos ou comportamento, parecia tremendamente errado, falso e autodestrutivo"

"Quero ser conforme o sexo que Deus me deu, alcançar a masculinidade e ser um homem completo"

"Quero sentir, pensar, olhar, agir, ser e viver a masculinidade genuína, conforme a semelhança e imagem de Deus"

"Tendo saído da homossexualidade, percebi que foi substituir algo falho por um senso seguro de identidade masculina"

Fonte: Pesquisa de opinião citada no site da Abraceh (www.abraceh.org.br), creditada à People Can Change, uma organização de homens que deixaram a homossexualidade

Gazeta on line

 

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Comentários
11/07/2009 16:19: geniel da silva gomes - GO
gostaria de saber se existe trabalho que ajuda pessoas sair da hpmossexualidade em goiania.