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Menina beija menina

13/07/2007:

Casos de carinhos ‘mais ousados’ entre mulheres se tornam mais comuns em Ribeirão, apesar do preconceito

GABRIELA YAMADA
Gazeta de Ribeirão
gabriela.yamada@gazetaderibeirao.com.br

Vou te contar o que me faz andar: se não é por mulher, não saio nem do lugar. Na voz da cantora Ana Carolina, a música da banda Ultraje a Rigor ganha um sentido a mais na vida de mulheres que encaram seus sentimentos e admitem o inadmissível: o desejo por outra mulher.

Tido como o "sentimento proibido" pela sociedade segundo o psicólogo Fabrício Viana, autor do livro independente "O Armário - Vida e Pensamento do Desejo Proibido", o desejo por outra mulher não é tão fácil em ser admitido. "É necessário assumir para si mesma essa preferência", afirma Viana.

Às vezes, nem elas sabem brm o que estão sentindo e percebem a atração por outra mulher quando passam a admirá-la de forma diferente. Vivendo num mundo onde a educação é voltada para o machismo, muitas mulheres sofrem o preconceito dentro e fora de casa quando resolvem assumir a bissexualidade.

A jornalista E.D., 28, foi expulsa da casa dos pais quando descobriram - através de um detetive - que a filha também gostava de meninas. A descoberta da bissexualidade, entretanto, também não foi fácil para ela.

"Eu tinha 17 anos e estava estudando com uma amiga para uma prova. Rolou um clima e nos beijamos, e depois faltei da escola por uma semana por vergonha", diz ela. Com a amiga, a jornalista namorou escondida dos pais por três anos. Desconfiados, os pais contrataram um detetive, que fez fotos da jornalista numa boate aos beijos com a namorada.

Ela conquistou o respeito dos pais somente quando, ao entrar na faculdade, começou a trabalhar e garantiu uma bolsa de estudos. Entretanto, ainda prefere não ser identificada para não criar conflitos no meio profissional.

Hoje ela namora uma garota e a família das duas sabem e aprovam. "Mas às vezes me pego admirando um homem bonito, também já senti excitação por homem. Mas prazer mesmo, só com mulher", diz.

Outra jornalista que assume a bissexualidade, C.S., 28, diz que quando mais nova não sentia prazer com garotos. "Homens são mais egoístas no sexo. Já tive relações sexuais com homens e mulheres, e sinto mais prazer com elas", afirma. A família toda sabe e a respeita. "Respeito é respeito em qualquer lugar", afirma.

Segundo o 2º censo GLS, realizado no final do ano passado, 85,87% das 3.653 mulheres entrevistadas assumiram desejar outras mulheres. Destas, 58,06% assumiram para a família - contra 74,46% para os amigos.

"Ou os pais tornam isso um problema ou aceitam os filhos do jeito que eles são. Se aceitam, os filhos não precisam mentir e sair com desconhecidos", afirma o psicólogo.

A atriz e estudante da faculdade de Dança Nicole Benedini Cintra, 26, recebeu todo o apoio da mãe quando ela descobriu a sua bissexualidade. "Quando ela descobriu e me apoiou, me senti mais leve. É como se eu tivesse força para encarar qualquer preconceito", diz Nicole.

A atriz gosta de homens e mulheres, mas diz que sente mais prazer ao acariciar e beijar uma mulher. "A mulher é mais cheirosa, mais macia. A pele é mais gostosa", diz.

"O que eu quero é que a Nicole seja feliz e nunca se afaste. Por isso, decidi apóia-la e não nego a ninguém que me pergunta", diz a mãe, Maria Cláudia Benedini Vieira Cintra, 56.

O apoio dos pais foi fundamental para que a tatuadora Fernanda Lourençon, 26, proprietária do estúdio de tatuagem Santa Pelle, não tivesse medo de assumir a bissexualidade (ver entrevista à página 7).

Diferente do estereótipo da "mulher macho", garotas bissexuais são femininas, delicadas e vaidosas. Não levantam a bandeira GLS - as bissexuais são discriminadas entre o público gay - e acreditam que o discurso defendido pelos homossexuais só alimenta uma visão estereotipada pela sociedade.

Nicole diz que atitudes como a da Thammy Miranda, filha da Gretchen, em fazer streap tease com a namorada Brasil afora - as duas estarão em Ribeirão dia 17 - faz com que a sociedade pense na bissexualidade como algo promíscuo.

"Não preciso sair na rua e me exibir. Se quero ser feliz e aceita, claro que devo fazer com que os outros me respeitem. E tenho conseguido isso com bastante sucesso", diz Nicole.

Desejo proibido, a atração de mulher por mulher pode ficar escondida "atrás do armário" e ela fingir que o sentimento não existe. Entretanto, quanto mais reprimido, mais forte e intenso esse desejo pode ficar.

A afirmação é do psicólogo Fabrício Viana, autor do livro "O Armário - Vida e Pensamento do Desejo Proibido", no qual relata a dificuldade das pessoas em assumir os seus desejos sexuais e leva informações a respeito da homossexualidade.

"Na fase de negação dos desejos surge também a homofobia: a pessoa não só tenta esconder como também começa a ter ódio dos seus próprios sentimentos", diz Viana. "Isso é um processo inconsciente, e tudo o que for externo e que lembrar a homossexualidade, as mulheres passam a odiar. Mas na verdade, elas odeiam o que têm dentro de si", diz o psicólogo. Segundo ele, o machismo na sociedade, mesmo tida como moderna, faz com que as mulheres sofram um pouco mais para saírem do armário.

Mãe acolhe filha e ‘pares’

A notícia de que a filha mais nova era bissexual não caiu como uma bomba para Maria Cláudia Benedini Vieira Cintra, 56. Ao invés de se torturar e se perguntar "aonde eu errei?", Maria Cláudia acolheu Nicole, 26, e todas as namoradas que vieram ao longo dos anos.

"Quando vi a Nicole beijando uma amiga, só comprovei o que já desconfiava há muito tempo", diz Maria Cláudia. Numa tarde, quando ainda moravam em Minas Gerais, Nicole, com 17 anos de idade, convidou as amigas para tomar sol em casa. A mãe preparou um lanche e foi chamar as meninas. "Não encontrei a Nicole. De repente, vi minha filha beijando a amiga, escondidas atrás da churrasqueira. Não me assustei porque sempre reparei no jeito dela", diz.

Maria Cláudia voltou para dentro de casa e à noite, chamou Nicole para uma conversa. Foi franca: contou que havia visto o beijo e que se essa era a opção da filha, que ela assumisse.

"Acho importante os pais não pensarem neles mesmos. Claro que eu havia feito planos para a Nicole, mas nós erramos quando tentamos planejar a vida dos nossos filhos. Nós demos a vida, mas a vida é deles", diz.

O marido ficou em choque, assim como os avós. Entretanto, passados nove anos, todos encaram a bissexualidade de Nicole com mais naturalidade. "Sofria ao ver a Nicole magoada quando alguém fazia piadinhas, emprestei meu ombro para ela chorar dor de cotovelo", diz Maria Cláudia, que fazia questão de conhecer todas as namoradas da filha.

"Se eu não apoiar, quem vai fazer isso por ela? Tive que respeitar a decisão de Nicole", diz.
(Gazeta de Ribeirão)

Beijo se torna mais comum

Fim de semana chegando, elas se produzem e se preparam para uma balada com as amigas. A cena é comum entre a maior parte das adolescentes. A diferença é que elas não saem apenas para ficar ou conhecer garotos: a troca de carinhos e beijo entre meninas é cada vez mais comum.

Intituladas "LesBiTeens", as meninas - de 13 a 17 anos - se auto denominam bissexuais. Elas andam de mãos dadas, como namoradas, e trocam carícias em público - na saída da escola, na praia, na porta da discoteca. Entretanto, quando estão a sós, a intimidade não vai além do beijo na boca.

Não é a toa que a dupla pop T.A.T.U. faz sucesso: a aceitação e a exposição cada vez maior da bissexualidade fazem algumas meninas pensarem que ficar com outras meninas é moderno e que não devem temer a experiência.

Assim como as meninas do T.A.T.U., recentemente a socialite Paris Hilton admitiu gostar de beijar mulheres - tablóides não cansaram de noticiar um possível caso entre ela e a cantora Britney Spears.

Segundo a psicóloga Alice Fujita, especializada em sexualidade feminina e adolescência pela USP (Universidade de São Paulo) de São Paulo, este tipo de comportamento pode fazer parte de uma identificação com o grupo. "Se as amigas beijam meninas, a adolescente tende a fazer o mesmo para ser aceita. Também é uma forma de rebelar contra os padrões sociais", afirma.

Sob esta ótica, beijar outras meninas - mesmo que por "curtição" - pode ser considerada mais uma condição social do que própria escolha. "Adolescentes tendem a levar todas as experiências dessa fase ao extremo e sem pensar nas conseqüências", diz Alice. (Gazeta de Ribeirão)

 

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Comentários
15/06/2008 15:47: nathalia - SP
eu sou lesb e e num vejo nada d+
 
07/12/2008 17:41: Micheli - RS
Sou bissexual e nao vejo nada demais nisso..porem fico com garotas que nao admitem ser o que sao.É a pior roubada quando chega se apaixonar por uma delas :/
 
24/07/2009 02:15: neia - RO
eu sei que é muito difícil de entender o que se passa na cabeça das maes ms é muito natural,eu amu a minha namorada eu ja tive relasionamentos comhomens mais mulheres sim que me da praser,eu acho sim realmente tem garotas que so quer ser diferente,do resto ms o amor é simplesmente lindo eu amu a minha namorada e eu estou amando essas matéris pois quanto ms se demate melhor a aceitaçao.
 
04/12/2009 20:09: rayssa - MT
Adóóro eu tanbem sou bissexual e estou solteira se alguem kiser me conhecer me add garotinha_regasseira@hotmail.com bjos até mais
 
27/05/2010 10:42: Carol - SP
Euuuuu to a procura de uma namoradinha...
qualquer coisa meninas
podem me add.

bjssss

garotinhalindinha_2007@hot
 
15/09/2010 22:51: camila - SP
eu sou bi e poucas pessoas sabe e isso me deixa mais tranquila eles me apoiarem,algumas pessoas né.eu não to nem aí gosto mesmo.se alguem kiser só me add.bjss.
 
20/03/2011 00:39: marta - MG
tipo eu sou lesbika mais meus pais nao sabem o pior que meus pais são pastores da assenbleia putis mais eles desconfia eu estou ferrada mais eu sei que eles vão entender a minha decizão
 
07/10/2011 12:14: DANYELLY - MA
EU ACHO SURPER NORMAL NAO TEM NADA AVER UMA GAROTA BEIJAR OUTRA. EU NUMCA BEJEI UMA MENINA MAIS SE UM DIA ACONTECER VAI SER UMA ESPERIENCIA MUITO.......
SEI LÁ.........
 
03/05/2012 14:17: thaina de oliveira - RJ
eu nuca bejei boca de menina mais nao sou comtra eu sou curiosa para ver mulher transando com mulher e lenber chereca uma da outra e chupa o peito uma da outra
 
05/03/2013 17:35: tatiane - MG