Domingo, 19 de Novembro de 2017
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Manisfesto contra banheiros alternativos

16/01/2006: Banheiros foram históricamente um lugar no qual pessoas com poder,
autoridade ou riqueza negavam acesso a outras pessoas. Há uma centena
de anos atrás apenas pessoas com posses poderiam se dar ao luxo de
terem banheiros em suas casas. Os pobres eram forçadas a usar sujos e
fétidos banheiros públicos.

Nos Estados Unidos, até não muito tempo atrás, banheiros públicos eram
divididos entre "brancos" e "pessas de cor". Os banheiros reservados a
"pessoas de cor" assim como os espaços reservados para tais pessoas em
restautantes e transportes públicos eram muito mais inconvenientes e
não-higienizados que as mesmas facilidades reservadas às pessoas
brancas.

A eliminação destes espaços se deu sob a insígnia de que separar
significa no mais das vezes segregar.

Vivemos numa sociedade moldada a beneficiar alguns poucos. E a
manutenção deste poder se dá atravéz da exclusão de muitos. O ódio
transfóbico é o sentimento de rechaço contra todas as pessoas que não
seguem os padrões de gênero determinados para o corpo biológico que
possuem. Muitas pessoas trans se encontram no fim do espectro da
aceitação social, fruto de uma cadeia de mecanismos de repressão que
impossibilitam muitas vezes que tenham os requisitos mínimos de
sobrevivência social.

Incontável o número de homens e mulheres trans que sofrem rejeição e
repressão familiar violenta quando começam a manifestar tendências para
o gênero oposto. As escolas oferecem ambiente absolutamente repressivo
quando professores e diretores desinformados sobre as questões
comportamentais humanas reproduzem esquemas repressivos socialmente
existentes. Sem falar nas barreiras para obtenção de empregos levando
muitas pessoas trans para a marginalizaçao, e muitas vezes prostituição.

As questões que envolvem transexuais e travestis dizem respeito a
identidade de gênero. Diz respeito a nossa constituição enquanto
pessoas, como vemos a nós mesmos, seja como mulheres ou como homens. A
principal demanda das pessoas trans é o reconhecimento de suas
identidades. O livre acesso a qualquer facilidade deve ser de acordo
com a identidade de gênero da pessoa. Uma pessoa que vê a si mesma como
uma mulher deve ser reconhecida como MULHER e deve ter garantido seu
acesso ao banheiro feminino. Da mesma forma, uma pessoa que vê a si
mesmo como um homem é antes de tudo um HOMEM e deve ter garantido seu
acesso ao banheiro masculino. A GARANTIA DOS DIREITOS HUMANOS DAS
PESSOAS TRANSEXUAIS E TRAVESTIS NÃO SE DÁ COM A CRIAÇÃO DE BANHEIROS
DIFERENCIADOS, MAS SIM NA INCLUSÃO DESTAS PESSOAS NOS BANHEIROS JÁ
EXISTENTES. Só desta forma as pessoas trans estarão incluídas
socialmente, e não segregadas.

Não somos seres anômalos, mas sim humanos, que merecem RESPEITO.

O incômoda da presença trans nos banheiros convencionais é o incômodo
racista ante a presença negra, é o incômodo xenofóbico contra o
estrangeiro, o nordestino, o outro, este estranho. INCÔMODO. O ódio
irracional, a rejeição, a repulsa ante @ diferente. É o incômodo
nazista que fez dizimar milhões o milhões de seres humanos nos fornos
de Auschwitz, é o incômodo dos invasores europeus ante os habitantes
originais da Pachamama, o grande massacre que se sucedeu e o oceano de
sangue jorrado dos seus corpos inocentes, despedaçados pelo escárnio do
invasor. É o incômodo da criança faminta na esquina, ignorada pelo
olhar esnobe. O incomodo ante os inúteis, ante os doentes, os velhos,
os inválidos, antes aqueles que de nada valem.

NÃO QUEREMOS BANHEIROS ALTERNATIVOS, QUEREMOS QUE TRANSEXUAIS E
TRAVESTIS POSSAM USAR OS BANHEIROS JÁ EXISTENTES SEM DISCRIMINAÇÃO!

 

Fonte: Listas de discussões = listagls

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Título: Manisfesto contra banheiros alternativos
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