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Papa critica casamento gay e pílula do aborto

13/01/2006: O papa Bento XVI condenou na quinta-feira o casamento gay e o uso da chamada pílula do aborto, manifestando-se sobre assuntos que devem ter destaque nas eleições gerais italianas deste ano. A reação de ativistas gays e de políticos de esquerda foi imediata. Eles acusaram o Pontífice de interferir em questões internas da Itália.
O Papa, que falava a líderes políticos da região de Roma, disse que o casamento não é uma "entidade sociológica e casual", mas sim "uma questão do relacionamento correto entre um homem e uma mulher".

A Itália vai às urnas no dia 9 de abril e a posição da Igreja em assuntos importantes pode ter uma influência significativa no resultado. Nas eleições, vão se confrontar o grupo de centro-esquerda do ex-presidente da Comissão Européia Romano Prodi e a aliança de centro-direita governista, do premiê Silvio Berlusconi.

A Igreja Católica já avisou à centro-esquerda que vai lutar para evitar qualquer medida que reconheça a parceria civil de casais heterossexuais não casados e de casais gays.

Prodi prometeu reconhecer de alguma forma as uniões estáveis heterossexuais, mas não chegou a apoiar o casamento gay.

Em seu discurso, o Papa disse que a defesa do casamento tradicional "não é uma peculiaridade dos ensinamentos morais católicos, mas sim parte de uma verdade elementar referente à humanidade".

"O Papa está interferindo pesado na política italiana e agindo como o líder de um partido político", disse Franco Grillini, um parlamentar de esquerda que é homossexual.

As uniões homossexuais já foram legalizadas em vários países europeus, inclusive na Espanha, que é tradicionalmente católica. No mês passado, a Grã-Bretanha adotou uma lei que permite aos gays formalizarem seus relacionamentos.

A centro-esquerda italiana apóia o reconhecimento de casais gays e de casais heterossexuais não casados de uma forma semelhante à da França, onde todos os casais têm, desde 1999, o direito a criar uniões civis. Os casais de união estável da França têm o direito a benefícios do serviço social, direitos limitados de herança e outros benefícios.

Papa fala em grave erro
Em seu discurso aos líderes regionais de Roma, a maioria de centro-esquerda, o Papa advertiu que a Igreja é contrária a essas medidas. Ele disse que seria um "grave erro" reconhecer legalmente "outras formas de união."

Luana Zanelli, parlamentar do Partido Verde, afirmou que, como país democrático, a Itália tem o dever de reconhecer os direitos dos casais não casados, sejam heterossexuais ou gays.

As palavras do Papa receberam o apoio dos políticos de centro-direita. "O que o Papa disse é a coisa mais sacrossanta do mundo", afirmou Roberto Calderoli, ministro do governo Berlusconi.

O Papa também se manifestou contra a chamada "pílula do aborto", a RU-486, cujo uso tem sido tema de um debate em toda a Itália nos últimos meses.

A pílula, também conhecida como mifepristona, bloqueia a ação da progesterona, hormônio necessário para sustentar a gravidez. Embora não tenha mencionado a pílula pelo nome, o papa disse aos políticos que eles não devem "adotar medicamentos que de uma forma ou de outra ocultam o caráter grave do aborto".

Os líderes católicos italianos temem que o uso mais disseminado da pílula do aborto, que hoje é utilizada em cerca de 30 países, torne o aborto mais atraente para as mulheres.

No ano passado, o ministro da Saúde, Francesco Storace, do partido direitista Aliança Nacional, impediu seu uso experimental por hospitais que adquiriram a droga de fornecedores no exterior.

Reuters

 

Fonte: Terra on line

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