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Homossexualidade vira tema de três novelas em Portugal

09/08/2005: JUAN FRISUELOS
da EFE, em Lisboa

Três das telenovelas de maior audiência da televisão portuguesa mostram pela primera vez de modo aberto a homossexualidade. A julgar pelos últimos índices divulgados, trata-se de uma aposta bem-sucedida dos responsáveis pela programação.

As audiências de "Ninguém como Tu", "Mundo Meu" e "Morangos com Açúcar" demonstraram que incluir a temática homossexual foi um acerto, enquanto na rua a comunidade gay pede ao poder público novas leis que os igualem aos heterossexuais. As três telenovelas são transmitidas pela mesma rede de televisão, a Televisão Independente (TVI), pertencente ao grupo Media Capital.

Divulgação

Torloni e Pfeifer viveram casal de lésbicas em "Torre de Babel"
Na opinião de alguns comentaristas, o mais surpreendente é que até o lesbianismo entrou nos programas televisivos de sucesso, apesar de tradicionalmente receber uma maior rejeição social do que a homossexualidade masculina. A personagem de Liliana, em "Morangos com Açúcar", não esconde sua condição de lésbica, assim como Alexandre e João exibem sua homossexualidade em "Ninguém como Tu" e Miguel Ângelo o faz em "Mundo Meu".

A coordenadora da primeira novela, Inês Gomes, explicou que a temática homossexual "foi levada em consideração há bastante tempo" e entrou para a programação agora por "questão de oportunidade". Outro responsável pela produtora, João Matos, assegura que as questões relativas à orientação sexual fazem parte há muito tempo da Casa da Criação, responsável pelas telenovelas.

"Saindo do armário"

Matos acredita que a homossexualidade está sendo mais debatida na televisão portuguesa do que antigamente porque "Portugal está saindo do armário", uma opinião compartilhada pelo autor de "Ninguém como Tu", Rui Vilhena.

O autor afirma que se trata de uma novela "moderna e contemporânea, e para que exista uma identificação com o público, ela tem de ser um espelho da sociedade". Rui Vilhena acrescenta que não tem sentido escrever uma história urbana sem homossexuais na época em que vivemos.

Mas a maioria dos responsáveis admite que tentou criar uma polêmica igual à provocada no Brasil pelo romance entre Rafaela (Christiane Torloni) e Leila (Silvia Pfeifer), de "Torre de Babel", considerado uma afronta moral pela Igreja Católica, o que levou a um boicote da novela. Sílvio de Abreu, autor da novela, escreveu um novo final para o casal, que morreu na ficção na explosão de um shopping.

Mas os roteiristas portugueses não temem as reações adversas do público, até porque essa questão é levada em conta durante o processo de criação da trama. "Eu não quero chocar o público porque assim não alcançarei meu objetivo, que é fazer as pessoas refletirem sobre aquilo que estão vendo", afirma Vilhena.

Além disso, o autor lembra que "Morangos com Açúcar" não é a primeira novela em que uma atriz portuguesa interpreta uma lésbica, já que Maria João Bastos já encarnou há menos de um ano um papel desse tipo em "O Segredo", produção luso-brasileira.

Tabus

Para João Matos, as telenovelas ajudam a romper tabus. Seus colegas Inês Gomes e Rui Vilhena afirmam que, como são um modo de chegar a todas as pessoas, as novelas contribuem para romper limitações sociais. Vilhena cita um comentário do escritor colombiano Gabriel García Márquez: "Uma novela pode fazer mais pelo meu povo do que um livro meu".

No dia 25 de junho, milhares de homossexuais saíram às ruas de Lisboa para comemorar o Dia do Orgulho Gay e pediram o fim da homofobia com frases como "Todos os direitos para todos os amores".

Convocados pelas várias organizações homossexuais, como Ilga Portugal, Safo, Opus Gay, Pantera Cor De Rosa e Não Te Prives, eles percorreram a Avenida da Liberdade gritando frases como "Cumprir a Constituição. Homofobia não", "Amo quem quero, seja homem ou mulher", ou "Nem menos, nem mais. Direitos iguais".


 

Fonte: Folha

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