Distinções para as personalidades e factos que marcaram a comunidade LGBT em 2017

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Distinções para as personalidades e factos que marcaram a comunidade LGBT em 2017

Cristina Ferreira foi eleita Personalidade do Ano. Uma das mulheres mais seguidas nas redes sociais em Portugal usou a sua popularidade em prol de uma causa. Nas capas da revista Cristina de Julho viam-se dois casais do mesmo sexo, a trocarem um beijo apaixonado, acompanhados por uma interrogação: “Isto choca?”

– Cristina Ferreira eleita Personalidade Nacional do Ano e Catarina Marcelino é Política do Ano

– João Carlos Matalo e João Caçador Casal do Ano

– Câmara Municipal de Lisboa Instituição do Ano e BNP Paribas Marca do Ano

A oitava edição dos Prémios dezanove, levada a cabo pelo principal site de notícias e cultura LGBT de Portugal, o dezanove.pt, distingue as personalidades e acontecimentos que marcaram o panorama LGBT em 2017.

Cristina Ferreira foi eleita Personalidade do Ano. Uma das mulheres mais seguidas nas redes sociais em Portugal usou a sua popularidade em prol de uma causa. Nas capas da revista Cristina de Julho viam-se dois casais do mesmo sexo, a trocarem um beijo apaixonado, acompanhados por uma interrogação: “Isto choca?” A ideia era lançar o debate, e ele realmente ocorreu nas redes sociais e na televisão, onde não faltaram mensagem de apoio à visibilidade LGBTI, mas também muitos comentários críticos e de ódio. Já Xavier Bettel, primeiro-ministro do Luxemburgo, foi considerado Personalidade Internacional do Ano. Xavier Bettel apresentou o seu marido, Gauthier Destenay, aos seus homólogos líderes europeus numa cimeira da União Europeia e uns meses depois também o marido à cimeira da NATO.

A Câmara Municipal de Lisboa foi considerada Instituição do Ano. Ao longo de 2017, antes e depois das eleições autárquicas, os eleitos para a Câmara Municipal de Lisboa têm estado presentes e dinamizado várias iniciativas em prol da visibilidade LGBTI. Fernando Medina esteve presente no Arraial Pride. O vereador João Afonso (anterior executivo) teve um papel activo em vários projectos, como o memorial das vítimas da violência homofóbica e transfóbica ou a dinamização de campanhas anti-bullying e a promover os Direitos Humanos. No novo executivo, o vereador com a área social, Ricardo Robles, foi à Gala Abraço e tem um mãos um projecto importante: criar o Centro de Acolhimento e Cidadania LGBT+.

Graça Fonseca foi distinguido com o Coming Out do Ano. A secretária de Estado da Modernização Administrativa admitiu em entrevista ao Diário de Notícias ser homossexual e explicou o por quê da importância desta afirmação política: “Acho que se as pessoas começarem a olhar para políticos, pessoas do cinema, desportistas, sabendo-os homossexuais, como é o meu caso, isso pode fazer que a próxima vez que sai uma notícia sobre pessoas serem mortas por serem homossexuais pensem em alguém por quem até têm simpatia.”

Na área cultural, foi eleito Espectáculo do Ano a peça Avenida Q, do Teatro Praga, Filme do Ano “Al Berto” de Vicente Alves do Ó, Livro do Ano “Histórias da Noite Gay de Lisboa” de Rui Oliveira Marques e Grupo do Ano “Fado Bicha”. Destaque ainda para o Programa de TV do Ano, para “E se fosse consigo?”, da SIC, e Media do Ano para a revista Cristina. “Género na Arte. Corpo, Sexualidade, Identidade, Resistência”, patente no Museu Nacional de Arte Contemporânea, foi eleita Exposição do Ano.

Já o BNP Paribas foi eleito Marca do Ano. Pela primeira vez um grupo de pessoas ligadas a uma empresa privada desfilou na Marcha do Orgulho LGBTI de Lisboa. A presença do BNP Paribas na marcha representou um mudar de página em termos de integração e visibilidade de pessoas LGBT no local de trabalho. O banco francês conta desde Novembro do ano passado com o grupo Pride, constituído por colaboradores. A sua oficialização ocorreu em 17 de Maio deste ano e um mês depois estavam já a participar na Marcha

http://port.pravda.ru/sociedade/cultura/22-12-2017/44632-lgbt-0/

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