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Aquele dia junto ao mar

07/01/2010:

 

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Karina Dias
416 páginas
Editora Malagueta

Aquele dia junto ao mar acompanha a tumultuada história de amor de Duda, uma estudante de educação física que fica encantada por uma morena belíssima chamada Gabriela. Sem querer ela descobre, no decorrer de sua tentativa de sedução, que a moça é uma garota de programa complicada e cheia de más companhias. Carioquíssima como a autora, a história se desenrola entre Copacabana e Santa Teresa, com todo o charme e os perigos da Cidade Maravilhosa, e pega forte no coração. E na libido...

A autora

Eliana Natividade Carlos escreve sob o pseudônimo Karina Dias. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 9 de setembro de 1979, mas hoje reside em São Paulo, onde cursa Jornalismo na Universidade Católica São Judas Tadeu. É autora de nove romances e um conto de temática lésbica postados na internet. O presente romance foi publicado em versão um tanto diferente como “No ritmo do amor” em 2008.
Atualmente colabora para o site Livre Arbítrio
www.livrearbitrio.net  e seu email é encdias@yahoo.com.br. Já foi votada a autora mais interessante do site Xana in Box e é muito popular nos sites de literatura lésbica.


Trecho

Às dez em ponto eu já estava pronta para atender o primeiro cliente da noite. O sujeito havia pedido champanhe e morangos. Devia ser um daqueles metidos a conquistadores, pensei enquanto retocava o batom diante do espelho em frente à cama.
A campainha tocou enquanto eu ajeitava, pela última vez, os cabelos. Deixei que tocasse mais uma vez, gosto de deixá-los ansiosos. Coloquei a mão na maçaneta. “Era uma vez...” disse em pensamento. Forcei um sorriso sedutor antes de girar a maçaneta. Abri lentamente a porta, e meu sorriso morreu na mesma hora! Acho que só podia ser um pesadelo!
– Duda?! – fiquei sem saber o que dizer olhando para aquela criatura diante de mim.
– Boa noite, Samantha! – disse com um sorriso nos lábios.
Dei passagem, ela entrou. Olhei-a de costas. Os cabelos cor-de-mel molhados estavam um pouco mais escuros, levemente ondulados, e passavam um pouco da altura dos ombros. Senti o cheiro que vinha deles, era tão bom! Ela continuava de costas para mim, observava o local, e eu... observava a ela. Seu jeans escuro marcava as curvas do corpo provavelmente modelado por horas de malhação. Suas pernas, braços, glúteos e barriga não deixavam dúvidas disso. A blusa preta justa salientava os seios médios e realçava a cor da sua pele clara. Ela estava tão sexy! Fiquei perturbada com meus pensamentos. Duda virou-se para mim e pude avaliar suas feições. Delicada, jovem, cheia de vida e esperanças. Tinha os traços finos e seus olhos, da mesma tonalidade dos cabelos, eram muito expressivos. Exibia um sorriso seguro nos lábios rosados e bem delineados. Um sorriso irritantemente seguro. Fitei o decote saliente de sua blusa e logo subi o olhar, encarando o mel dos seus olhos.
– Maria Eduarda! Seu dinheiro não é bem-vindo! – despejei de imediato, encarando-a fixamente. Na verdade, o que eu queria naquele momento era que ela fosse embora, para não ter de admitir o quanto eu estava atraída por aquela menina.
– Ah, é? – sorriu irônica. – Seu patrãozinho adorou o meu dinheiro, Gabri... Samantha! – caminhou até a cama, sentou-se, e eu fiquei observando os seus gestos. Ela passou as mãos pelos lençóis. – Por que você não cobra por hora? – perguntou com naturalidade. Sua tranquilidade me causou calafrios.
– O quê?.
– Todas cobram por hora, menos você. O cliente goza e o programa acaba? – seu tom de voz calmo me fez ficar irritantemente insegura. Ela não podia dominar a situação dessa forma. Era eu quem conduzia as perguntas, e ditava as regras! Não poderia ser diferente. Era apenas uma cliente diante de mim, não era? Resolvi entrar no jogo de Maria Eduarda. Era um programa o que aquela abusada queria? Pois bem! Ela iria aprender de uma vez por todas que não devia se meter com uma mulher feito eu.
Aproximei-me de onde ela estava sentada e posicionei-me diante dela. Afastei suas coxas e apoiei meu joelho sobre a cama, bem no meio de suas pernas. Ela me olhou nos olhos, senti-me onipotente novamente. Duda, agora, era uma menininha assustada, babando de desejo. Isso me divertia. Empurrei-a pelos ombros para que deitasse. Segurei seus pulsos sobre a cabeça e deixei meu corpo cair lentamente sobre o dela. Sua respiração ofegante batia em meu rosto. Seus olhos não desviavam dos meus. Senti arrepios percorrendo as minhas costas. Minha coxa continuava no meio de suas pernas, sentindo o seu calor.


– Não transo com qualquer um – sussurrei olhando-a nos olhos. Molhei os lábios com a ponta da língua, só então ela desviou o olhar e acompanhou o meu gesto. Como num reflexo, Duda mordeu o seu lábio inferior. Isso era um sinal de que eu estava tendo êxito. Sorri pelo cantinho da boca: – Gozou, o programa acaba. Posso me dar ao luxo de fazer desse jeito – terminei a frase e mordi suavemente o seu pescoço.

Editora Malagueta

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